Opinião
Palavras a Jos� Medeiros
Trinta de dezembro de mil novecentos e setenta e oito (30.12.1978), no Estádio Rei Pelé, em solenidade de colação de grau, formatura unificada, graduamo-nos pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), bacharelandos de dezembro de 1978. Turma: Desembargador Zephyrino Lavanáre Machado. Patrono: Professor Marcos Bernardes De Melo. Paraninfo: Professor José Medeiros. Tínhamos as melhores impressões e referências do professor José Medeiros, razão pela qual o escolhemos paraninfo da turma; porém, não conhecíamos sua estupenda verve oratória que, na oportunidade, deixou a todos nós maravilhados, quando do seu extraordinário discurso na solenidade da colação de grau. Não esperamos o final da solenidade para os comentários, pois ao término do discurso, ao aplaudirmos de pé, comentávamos baixinho, ao ouvido, entre nós concluintes, a maravilha e excelência do discurso. Nasceu, naquele instante, a minha admiração pelo professor José Medeiros que, em curto espaço de tempo, foi ampliada, pois, além de grande orador, passei a conhecer sua grandeza como homem público, político de escol, com uma conduta exemplar, fazendo escola como modelo de honestidade e lisura no trato da coisa pública. Filho ilustre de Traipu/AL ? nas barrancas do São Francisco ?, médico, odontólogo, pró-reitor e diretor de Departamento da Universidade Federal de Alagoas ? UFAL, Deputado estadual, secretário de Estado da Saúde e da Educação e Cultura, com fidalguia, tornou-se um ícone da contemporaneidade, alçando-se por merecimentos a galeria dos grandes e ilustres filhos da ?Estrela Radiosa?, nossa querida Alagoas. Nascida a nossa amizade no Rotary Club Maceió, fortalecida na Academia Maceioense De Letras e na Academia Alagoana De Cultura e Sobrames, instituições das quais fazemos parte, José Medeiros tornou-se um amigo meu e de Catharina, minha esposa. José Medeiros foi um amigo daqueles que ?se guarda no lado esquerdo do peito? e que agradecemos a Deus por esta amizade, perdurando agora por toda eternidade, pois como ele mesmo dizia: ?O verdadeiro túmulo dos mortos é o coração dos vivos?.