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Nº 5729
Opinião

Pentecostes

Hoje é o Santo Pentecostes, o quinquagésimo dia da Páscoa. Para os judeus, era a festa do dom da Lei de Moisés; era também a festa das primícias: levavam-se os primeiros frutos da terra ao Templo de Deus. Foi no dia de hoje, no Pentecostes dos judeus, qua

Por | Edição do dia 24/05/2015 - Matéria atualizada em 24/05/2015 às 00h00

Hoje é o Santo Pentecostes, o quinquagésimo dia da Páscoa. Para os judeus, era a festa do dom da Lei de Moisés; era também a festa das primícias: levavam-se os primeiros frutos da terra ao Templo de Deus. Foi no dia de hoje, no Pentecostes dos judeus, quando os apóstolos estavam reunidos em Jerusalém, que o Senhor Jesus efundiu de modo portentoso como no Sinai (vento, fogo, tremor de terra) o Espírito Santo, marcando o início da missão da Igreja de anunciar e testemunhar o Ressuscitado até os confins da terra. O Espírito é a própria vida divina e gloriosa que agora preenche e sustenta Jesus ressuscitado na Sua natureza humana, de modo que receber o Espírito é receber a própria vida de Jesus, Sua energia e potência de ressurreição. Para usar uma linguagem atual: O Espírito é como um vírus, o vírus de Cristo morto e ressuscitado: Ele nos cristifica, isto é, vai nos impregnando da vida dos sentimentos e atitudes do Cristo Jesus. É um processo que chega ao máximo após a morte: esse Espírito virótico nos transfigura totalmente, corpo e alma, segundo o Cristo na Sua morte e ressurreição. Mas, como se recebe este Espírito? A resposta é: pelos sacramentos da Igreja. Eles são os gestos de Cristo ressuscitado, que até a consumação dos séculos agirá na Sua Comunidade e em cada Seu discípulo. Em cada sacramento, invariavelmente, o Pai derrama o Espírito do Filho para transfigurar o cristão em Cristo, de modo que, inserido no Seu Corpo glorioso, isto é, na Igreja, tenha acesso ao Pai. Em cada sacramento nos é dado sempre o mesmo Espírito do Cristo morto e ressuscitado, mas com um efeito diverso, próprio de cada um deles. Só alguns exemplos: no Batismo recebemos o Espírito como vida de Cristo; na Crisma, como força de Cristo, na Eucaristia como amor que entrega a vida... O objetivo do Espírito em nós é um só: assemelhar-nos a Cristo nos vários aspectos e momentos da nossa existência, de modo que possamos dizer com toda verdade: “Já não sou eu quem vive; é Cristo Quem vive em mim!”. Pois bem, durante toda a nossa existência, o Espírito do Senhor vai dando testemunho de Jesus no mais íntimo de nós e nos vai transfigurando no Cristo. Sejamos dóceis à Sua ação. Se o Espírito é um vírus bom, o pecado é uma vacina ruim, que impede o vírus de agir e o deixa incubado em nós, sem produzir seus frutos... Por isso, São Paulo nos convida a viver não segundo a carne (= pecado), mas segundo o Espírito que habita em nós. Sejamos gratos ao Senhor que nos cumulou com o Seu Espírito e sejamos dóceis à Sua ação em nós.

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