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Nº 5732
Opinião

As crias da direita midi�tica (II)

Num dia foi o filho do jornalista Ricardo Noblat, crítico ácido do governo federal e do PT, o também jornalista Guga Noblat, supostamente simpatizante daquele partido, que se encaminhava para a sua residência, próxima ao Masp, acompanhado da mulher e filh

Por | Edição do dia 03/06/2015 - Matéria atualizada em 03/06/2015 às 00h00

Num dia foi o filho do jornalista Ricardo Noblat, crítico ácido do governo federal e do PT, o também jornalista Guga Noblat, supostamente simpatizante daquele partido, que se encaminhava para a sua residência, próxima ao Masp, acompanhado da mulher e filho bebê no colo, vestido numa camiseta vermelha, quando um pequeno grupo de energúmenos que fazia manifestação contra a presidenta Dilma, o PT e “tudo isto que está aí” passou a agredi-lo verbalmente e, por pouco, não o fez fisicamente. Noutro dia, um senhor de idade, quando se preparava para descer do avião, foi agredido verbal e moralmente por uma turma do tal do Movimento Brasil Livre, Revoltados On-Line e outras babaquices do gênero. Ele se encaminhava a Brasília para participar da frustrada manifestação marcada para aquela data. Motivo: lera a revista Carta Capital durante o voo. Quando o avião aterrissou, um anencéfalo não conseguiu sustar seu arroubo de intolerância e covardia com o terrível ato do cidadão, passando a vomitar sua ignorância fascista contra o cidadão, secundado pela manada covarde que o acompanhava. Numa noite, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi desrespeitado por um outro primata ao jantar com amigos de infância num restaurante. A notícia veiculada pelos grandes grupos midiáticos dizia que o agressor havia sido aplaudido. Pra variar, mentira. Ao se assistir ao vídeo amador do “incidente”, vê-se que o sujeito recebeu mísero apoio. Já em vez diversa, foi o ex-ministro Guido Mantega o agredido, sempre covardemente, como de resto é o modus operandi da turminha. Hoje, mais cedo, conversava com um amigo dirigente do Sindicato dos Bancários de Alagoas, que a propósito do tema contou-me ele próprio já ter sido vítima de manifestações similares, embora individuais. Numa vez, encontrava-se no ponto de ônibus vestido em uma camiseta vermelha inscrita “bancários”; noutra, vestia uma com os simpáticos, mas contundentes dizeres: impítman é meu zovo! Ambas foram repelidas na mesma medida. Este é o Brasil produzido pela chamada grande mídia. Um País prenhe de arremedos de fascistas, intolerantes e covardes, tão ignorantes que não se constrangem da vergonha de pedir, até, intervenção militar. Exemplares magnânimos da mais pura hipocrisia, somente se irresignam contra o que selecionam. São os moralistas seletivos. Ou simplesmente os garotos-propaganda da ilustre e asséptica CBF. Ou os percussionistas desafinados das panelas gourmet. Viva o Brasil!

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