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Nº 5730
Opinião

Congresso da Sociedade Nordestina de Neurocirurgia

Alagoas é um triângulo ao sul de Pernambuco, capitania à qual era ligada até que o Regente D. João VI decretou sua separação, em 1817. Os livros de História começam a falar dela desde que o mameluco Calabar resolveu colaborar com os holandeses, em torno d

Por | Edição do dia 06/06/2015 - Matéria atualizada em 06/06/2015 às 00h00

Alagoas é um triângulo ao sul de Pernambuco, capitania à qual era ligada até que o Regente D. João VI decretou sua separação, em 1817. Os livros de História começam a falar dela desde que o mameluco Calabar resolveu colaborar com os holandeses, em torno de 1630, época da “segunda invasão”. Nos bancos ginasianos fazíamos simulados do julgamento do mameluco. À medida em que amadurecíamos, Calabar deixou de ser visto como um traidor. Com efeito, despontava a figura de um nacionalista que se preocupava com o desenvolvimento do País. O Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, hoje situado no município alagoano de União dos Palmares, é outro marco libertário da nossa trajetória histórica. Zumbi, um dos principais líderes a incomodar o status quo vigente entre nós, um símbolo da resistência contra a opressão. Nosso território teria sido palco de um célebre caso de antropofagia, ninguém menos que o bispo Sardinha, em cerimonial dos caetés. O canibalismo (na hoje paradisíaca Barra de São Miguel) serviu de justificativa para o quase extermínio da tribo e o confisco de suas terras. A Maceió nasceu de um engenho. Seu nome tem a ver com águas e mangues. Sucedeu a bela e histórica cidade de Marechal Deodoro como capital. A majestosa Marechal Deodoro é o berço do republicano que lhe dá o nome. O sangue derramado pelos seus irmãos na Guerra do Paraguai, sucessivamente enviados pela mãe, Rosa da Fonseca, tão logo era noticiada do falecimento de um filho, é lição de incomensurável patriotismo. Há muito orgulho de ter sido berço de Tavares Bastos, do Visconde de Sinimbu, de Graciliano Ramos, Jorge de Lima, Adalberon Cavalcante, Sabino Romariz, Cipriano Jucá, Fernando Mendonça, Heckel Tavares, Paulo Gracindo, Djavan, Cacá Diégues, Nise da Silveira, Artur Ramos, Ib Gatto Falcão, Freitas Cavalvante, dentre outros. A Neurocirurgia alagoana foi oficialmente fundada com a chegada do Dr. Abynadá Liro, no início de 1972. Como um dos pioneiros, vejo com muito orgulho que as sementes que ajudei a plantar frutificaram. Nossas equipes, apoiadas em sólida formação científica e tendo a retaguarda de equipamentos de última geração, mesclam-se aos cabelos brancos dos mais antigos e ao saudável furor operandi dos mais jovens. O resultado é uma Neurocirurgia de altíssimo nível. Sem medo de errar, o maior neurocirurgião de Alagoas não é o avião da TAM.

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