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Nº 5729
Opinião

Novos paradigmas

Nos próximos meses, o governo federal deverá apresentar uma base nacional comum curricular, que definirá os objetivos de aprendizagem para cada ano do ensino fundamental e médio. Essa base está no Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no ano passad

Por | Edição do dia 12/06/2015 - Matéria atualizada em 12/06/2015 às 00h00

Nos próximos meses, o governo federal deverá apresentar uma base nacional comum curricular, que definirá os objetivos de aprendizagem para cada ano do ensino fundamental e médio. Essa base está no Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no ano passado pela presidente Dilma Rousseff, e que estabelece metas e estratégias para os próximos dez anos, de modo a melhorar a educação. Uma das preocupações deverá ser a melhoria da qualidade do ensino médio, que, atualmente, visa apenas à preparação do jovem para ingressar na faculdade. Um dos desafios é romper com aquilo que se pode chamara de “enciclopedismo”, ou seja, um volume exagerado de conteúdos. A mudança, que vai exigir um amplo debate, o país terá dois caminhos: substituir a atual grade curricular por uma menor, reduzindo as disciplinas e os conteúdos, e ter um ensino pautado no desenvolvimento de competências analíticas, como a interpretação de texto e raciocínio lógico, em vez da contraproducente “decoreba”. Mesmo antes de o governo federal promover uma reforma no ensino médio, já começam a aparecer iniciativas isoladas por parte dos estados. É o caso de São Paulo, que pretende mudar a dinâmica dessa etapa da educação já em 2016. O plano da Secretaria Estadual da Educação é transformar a maior parte do curso em disciplinas optativas, modelo em que os estudantes podem escolher o que vão estudar. Apenas o 1º ano continuaria com o currículo fechado, em um núcleo comum, como é hoje em toda a educação básica. A proposta tem como ponto positivo o fato de os estudantes poderem priorizar as matérias que estão relacionadas com a escolha da futura profissão que vão exercer. Pode-se questionar, porém, a capacidade de escolha de um jovem no ensino médio. Pesquisas têm mostrado que boa parte dos estudantes do ensino médio não tem muita clareza sobre o que pretende fazer da vida. Por isso, dar a eles a liberdade de montar a própria grade curricular deve ser precedida por uma boa orientação vocacional, caso contrário o efeito pode ser negativo, De qualquer forma, parece haver consenso de que o modelo atual do ensino médio é insatisfatório e não atende às necessidades dos dias atuais. Espera-se que as discussões conduzam a mudanças possam ajudar o Brasil a melhorar a qualidade de sua educação.

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