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Opinião

A alegria de escrever e de ser lido

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Folheio com alegria ?Eternizando?, crônicas que compõem o próximo trabalho do escritor Rostand Lanverly, e ratifico o que já sabia: trata-se um cronista de primeira linha. Semanalmente, Alberto Rostand Lanverly honra-me com o envio da matéria, antes mesmo de ser publicada. O meu companheiro da Academia Alagoana de Letras, é, antes de tudo, um homem apaixonado. Sem falar na paixão que dedica aos pais, à esposa e aos filhos e netos, exposta em emocionantes textos, Lanverly entrega-se com ardor ao ofício de escrever. Com efeito, é visível o sentimento transbordante, mesmo quando escreve sobre uma ponte ameaçada de ruir. O nome é o destino (Nomen Est Omen). O autor de ?Eternizando? carrega nomes vigorosos. Quando se fala em ?Alberto?, surgem logo dois: o da aviação, A. Santos Dumont, um engenheiro obstinado, que com seu 14 Bis, voando em torno da Torre Eifel, espantaria o mundo. O outro Alberto, o Einstein, criou nada menos que a Teoria da Relatividade e imortalizou-se. Com Da Vinci e Michelangelo forma uma ?trinca de ouro? da genialidade universal. O ?Rostand? tem como o maior representante o escritor e teatrólogo Edmond Rostand, membro da Academia Francesa e autor da peça Cyrano de Bergerac. Quero imaginar o peso da responsabilidade do menino Alberto Rostand, querendo fazer jus aos homônimos que o precederam. Mas ele se saiu muito bem. É competente engenheiro, ofício de onde retira o seu sustento. A Literatura ? satisfazendo o pedaço ?Rostand? ? é um deleite. Não pertence à Academia Francesa (lá não se aceita estrangeiro), mas integra todas as grandes Academias Literárias do torrão natal. Do modo como brinca com as palavras, escrever é uma Disney. Fazendo jus ao estilo crônica, ?que deve ser lida entre um gole de café e a mordida no pão?, nosso Alberto Rostand, semanalmente, brinda seus leitores com textos gostosíssimos. (Não esquecer que ?o cronista é o poeta do quotidiano?). Com frequência, coloca-se dentro da crônica, como convém aos grandes do ramo. Não li (reli) todas as crônicas. Degustei algumas, aguçando o paladar. Seria um desrespeito para com este homem delicadíssimo adquirir o livro e não ter o interesse de fixar-se porque já não era novidade. Finalmente, admito, de muitas das crônicas de Rostand Lanverly, de tão bem feitas, de tão bem concatenadas, eu gostaria de ter sido o autor.

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