Opinião
Voc� conhece a proposta do Plano Estadual de Educa��o?
Em que consiste o Plano Estadual de Educação, você já parou para ler? Como podemos condenar algo que ainda está em construção em parceria com a sociedade? Fico triste com os debates travados até agora sobre o Plano Estadual de Educação, pois pelo que vejo não estão lendo o que até o momento está na proposta; sugiro a leitura da peça por inteiro. Condenar sem conhecer é o que está acontecendo. Defendo que a escola seja parceira e oriente os jovens a serem contra a discriminação, não só sexual, mas contra qualquer tipo: religiosa, de cor, social e outras. Percebo que não estamos debatendo o analfabetismo tão presente em nosso Estado, não estamos debatendo a escola em tempo integral, um projeto pedagógico, a melhoria das condições para os profissionais da educação, querem reduzir ao plano a identidade de gênero. Não adianta nos dias atuais esconder ou simplesmente ignorar a orientação sexual das pessoas, quase todo jovem possui um celular com acesso a internet: e é aí onde mora perigo, pois a informação pode chegar de forma distorcida, qualquer site de busca mostra vídeos, imagens e textos (informações) sobre quase tudo, sem falar nos canais de televisão com suas novelas, filmes e programas. Em pleno século XXI, não aceitar e continuar agindo com discriminação não vai resolver a situação, pelo contrário, com isto, só vamos aumentar o preconceito que em muitos casos chega a agressões físicas e à morte. Os negros, por exemplo, foram e continuam sendo discriminados em grande parte do mundo, apenas pela cor da pele, apesar da maioria pseudobranca negar. Todos os tipos de discriminação estão no plano, mas a moda é a identidade de gênero. Vejamos o que o Papa Francisco falou sobre o tema: ?Se uma pessoa é gay e procura Jesus, tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O Catecismo diz que não se deve marginalizar essas pessoas por isso. Elas devem ser integradas à sociedade. O problema não é ter esta tendência. Devemos ser irmãos.? (jornal El Mundo, da Espanha). Numa atitude corajosa Sua Santidade nos mostra o caminho a ser seguido por todos e ele fala em nome da igreja: quem somos nós para julgar? Quando condenamos o outro pela sua orientação sexual, estamos também incorrendo em outro pecado, o da marginalização; afinal, somos todos irmãos ou não? Ou será que nossa fé só se sustenta entre as quatro paredes da igreja ou na hora de rezar o terço? Os evangélicos já foram perseguidos e discriminados por pensarem e agirem diferente da maioria, que mal ou mau fizeram? Nenhum, apenas estavam professando a fé de outra forma, assim também os seres humanos que possuem uma orientação sexual diferente da minha não cometem pecado nenhum. O criador nos deixou alguns mandamentos e dentre eles existe um que cito em especial: ?Amai-vos uns aos outros como eu vos amei?. Ele perdoou Maria Madalena quando todos a condenavam e também em seu último suspiro absolveu; ?um ladrão condenado?. A fé é a prática, a ação, não apenas palavras.