app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5736
Opinião

Os olhos falam e o cora��o confirma

Escrever e poetizar são vias paralelas que externam em seus trajetos objetivos que não se cruzam, nem muito menos se comunicam. O escritor, ou simplesmente o articulista, continuamente, vivem com os neurônios em plena atividade buscando aqui e acolá instr

Por | Edição do dia 17/06/2015 - Matéria atualizada em 17/06/2015 às 00h00

Escrever e poetizar são vias paralelas que externam em seus trajetos objetivos que não se cruzam, nem muito menos se comunicam. O escritor, ou simplesmente o articulista, continuamente, vivem com os neurônios em plena atividade buscando aqui e acolá instrumentos criativos capazes de transformá-los em escritos e informações. O poeta alimenta o espírito com criatividades e motivações. Em princípio, toda pessoa tem no seu subconsciente armazenado um pouco de escritor, poeta, jornalista, enfim, um universo de tendências que desabrocham à medida que são motivadas. Alguém afirmara que todo homem tem um pouco até de loucura. Através dos olhos, poderemos captar o perfil imaginário de alguém, inclusive o porto seguro que busca para desembarcar e amenizar os sofrimentos que lhe roubam a paz. Quem poetiza, expressa em seus poemas euforia, delírios e exaustão, tentando desmaterializar-se através de profunda reflexão em busca de pensamentos criativos. Ser poeta é trazer consigo as marcas indeléveis de fatos e atos criados no mundo fictício. Quem faz poesias vive imergido nas calmarias ou nas ondas revoltas dos oceanos. Tem mais sonhos do que mesmo realidades. O maior tesouro da criatura humana é a consciência tranquila que nada fez contra alguém, e surgidas as oportunidades, desenvolver sua inteligência através de boas leituras, exercitando seus talentos sobre as vicissitudes da vida ou declamando-os quando possível for. Lembra-nos a frase de Agostinho: “Quem canta, reza duas vezes”. Foi por intermédio de cânticos poéticos e filosóficos que muitas coisas foram modificadas neste planeta, principalmente no nosso Brasil. Por exemplo: os legados deixados por Castro Alves, Rui Barbosa, Paulo Setúbal e outros, que contrariaram a monarquia e a escravidão. Se voltarmos aos pensadores europeus, particularmente na França, encontraremos Montesquieu, Voltaire e Victor Hugo, que se posicionaram a favor da igualdade, liberdade e fraternidade, sufocando a nobreza e enaltecendo a plebe. Quem escreve é semelhante ao timoneiro que conduz a nau com os olhos fixos na bússola. Quem poetiza é igual ao navegador cuja visão é unicamente voltada para o horizonte, tendo como limite os céus e como beleza o cair da tarde com os raios solares sobre as águas prateadas, ocasionando, destarte, momentos românticos e instantes de sabedoria. Diante do perfil comparativo entre as duas figuras literárias, afirmamos, sem medo de errar: os olhos falam e o coração confirma.

Mais matérias
desta edição