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Nº 5730
Opinião

Universo da beleza

A harmonia envolvendo os mistérios do universo e a expressão das formas que encantam a vida, revelam a existência de uma inspiração superior. O escritor Afonso Romano de Sant’Anna numa calorosa definição, afirmou – A beleza é a notícia de que Deus existe.

Por | Edição do dia 02/07/2015 - Matéria atualizada em 02/07/2015 às 00h00

A harmonia envolvendo os mistérios do universo e a expressão das formas que encantam a vida, revelam a existência de uma inspiração superior. O escritor Afonso Romano de Sant’Anna numa calorosa definição, afirmou – A beleza é a notícia de que Deus existe. A contemplação dos valores estéticos, agrada aos olhos e inebria o espírito. Uma dádiva que transcende o próprio sentimento poético. A beleza traduz um gesto generoso da natureza. Mensagem de concórdia e manifestação de enlevo, um argumento de vitória. Produz emoções criando itinerários de expectativas. A busca da essência, os ingredientes do feitiço, a sugestão do pecado. Daí, a responsabilidade de irradiar atrações, de corresponder ao encanto sugerido e ao despertar da conquista. A beleza no mundo estaria traduzida pelas artes, pelos astros, pelos mares, pelas estrelas no céu, pelos pássaros, pelos seres humanos na terra e por “tudo aquilo que aparece com seus elementos singulares “ lembra a destacada inspiração de Conches. Na mitologia romana a beleza está representada por Vênus, a deusa da formosura, identificada com a Afrodite grega, símbolo do amor. No sistema planetário Vênus aparece como estrela matutina ou vespertina, a mais brilhante do firmamento. A exaltação a beleza, o culto do seu poder e as nuances de seu domínio mereceram destaques ao longo da história. Romances inesquecíveis e tragédias emocionantes foram escritas à margem da inquietude de seus presságios. Personagens emergem da literatura e do tempo para dizer que, a beleza eterniza glórias e escraviza paixões. O célebre escritor francês Victor Hugo, em genial reflexão, afirmou – A morte e a beleza são coisas profundas, que contêm tanto azul e tanto negro que parecem irmãs terríveis e fecundas com o mesmo enigma e igual mistério. A visão histórica revela as diversas concepções sobre a beleza quase sempre associada a outras qualidades. Acerca do critério de sua avaliação, o oráculo do templo de Delfos, teria respondido: “ O mais justo é o mais belo.” A beleza não reina como uma virtude solitária. A renovação dos dias pede a essência da alma, o calor dos gestos e a chama dos afetos. Somente os que amam detêm o poder da beleza. Por saberem colocar a sua verdade, como audácia triunfante, diante do juiz impiedoso do tempo.

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