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Novo cen�rio de mercado e as compet�ncias executivas

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A longevidade da atual crise divide a opinião dos especialistas. Diferentemente de outras ocasiões, esta é um hiato que transcende os aspectos financeiros e que envolve esferas muito mais complexas (política, econômica e legislativa). Trata-se de uma crise de credibilidade. Aliás, uma crise ?made in Brazil?. Desta vez não teve Grécia ou Lehman Brothers. E também não terá FED, FMI ou qualquer outra sigla para intervir por nós. Precisamos reagir por conta própria. O fato é que todas estas questões dificultam, e muito, a previsibilidade de sua duração e de seus impactos no mercado. Estudar uma crise financeira é mais simples do que avaliar uma crise política. Confiar em uma grande instituição internacional é muito mais seguro do que depositar suas fichas em partidos políticos. Em suma, existe uma grande incerteza pairando sobre o Brasil. Decidir qual estratégia adotar se torna a tarefa crucial para os executivos. Esse encargo se torna ainda mais desafiador quando o assunto está ligado à estratégia de capital humano das organizações. Optar pelo conservadorismo de reduzir custos a curto prazo? Ou adotar uma postura mais arrojada de investimentos em capital humano e acreditar num horizonte de melhora? Como dizia Ariano Suassuna ?O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.? Mas como ser esse ?realista? no atual cenário? Recentemente, ouvi um grande executivo dizer que ser realista é estar preparado. Como não sabemos quais serão os próximos capítulos desta história, estar preparado significa ter a capacidade de estruturar seu negócio de uma maneira que as adaptações não causem danos irreparáveis em solavancos futuros e, ao mesmo tempo, que fomente a capacidade de absorver novos projetos, afim de reverter a situação antes de seus concorrentes. Mas tais adaptações devem ser feita de forma cautelosa. É preciso manter uma equipe motivada e com capacidade instalada suficiente para conquistar novas oportunidades. Apesar da conjuntura, não podemos esquecer o valor do capital humano e o quão difíceis foram a atração e o desenvolvimento de talentos nos últimos anos de economia aquecida. Afinal, quem coloca, mas quem também tira uma empresa do buraco, são as pessoas. Em 2015, praticamente metade dos projetos conduzidos pela Fesa estavam diretamente ligados à readequação da estrutura, objetivando as novas demandas do mercado. Competências como senso de prioridade, resiliência, foco em resultados e resolução de problemas estão no topo dos requisitos, afinal, a agenda das empresas está voltada à produtividade.

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