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Nº 5731
Opinião

O agroneg�cio na contram�o da crise

O Ministério da Agricultura anunciou no início de junho a liberação de R$ 187,7 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário 2015-2016, valor, 20% maior que o da safra atual (R$ 156,1 bilhões). Desse total, R$ 149,5 bilhões serão destinados para o custeio e

Por | Edição do dia 11/07/2015 - Matéria atualizada em 11/07/2015 às 00h00

O Ministério da Agricultura anunciou no início de junho a liberação de R$ 187,7 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário 2015-2016, valor, 20% maior que o da safra atual (R$ 156,1 bilhões). Desse total, R$ 149,5 bilhões serão destinados para o custeio e a comercialização e R$ 38,2 bilhões a investimentos. Estes valores poderão ser usados, por exemplo, na produção de alimentos, na aquisição de insumos ou para o melhoramento da infraestrutura nas propriedades rurais. O valor anunciado, apesar de ser 20% acima do anunciado na safra anterior, é insuficiente para o custeio básico necessário e o produtor rural deve ser prejudicado também pelos juros livres no financiamento, que podem chegar a 14% ao ano. Outra preocupação do setor é que a liberação de crédito seja não seja direcionada a quem menos precisa dela. O importante neste momento é o agricultor estar preparado para eventuais percalços e o segmento de distribuição de insumos apoia o agricultor da melhor forma, prestando o melhor serviço e, principalmente neste ano de grandes desafios, buscando conjuntamente as melhores soluções para que a próxima safra transcorra normalmente. O agronegócio é o segmento que tem sustentado a economia brasileira mesmo em tempos de crise. O balanço do Produto Interno bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2015 apresentou queda de 0,2%, recuo de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Para variar, o setor do agronegócio foi novamente o ponto fora da curva, com expansão de 4,7%. Agregar competitividade à cadeia do agronegócio brasileiro é, além de estratégico, imprescindível. Criar formas de aumentar a produtividade, com menos custos, gerenciar a produção para reduzir desperdício, melhorar a gestão dos processos e de pessoas e, ainda, obter os melhores produtos, sejam agrícolas ou criação, são fundamentais para que o Brasil mantenha seu reconhecimento mundial como produtor de diversas culturas. No que tange ao setor de insumos, não é diferente. Estamos falando de um setor vital para a cadeia produtiva do agronegócio, que movimenta 60% do negócio da proteção de cultivos no Brasil. A Associação Nacional dos Distribuidores de Insumo Agrícolas e Veterinários (ANDAV) trabalha há mais de 20 anos para oferecer ao segmento da distribuição de insumos as mais qualificadas ferramentas para a sua qualificação e profissionalização, buscando como resultado um setor mais fortalecido e apto para atuar no mercado nacional e internacional. Entendemos que a economia brasileira passa por um momento de ajustes, porém o crescimento de nosso setor não pode ser sazonal e deve perseguir o desenvolvimento continuado.

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