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Nº 5730
Opinião

Judici�rio midi�tico

Infelizmente, parte do Judiciário brasileiro tem se transformado em instrumento político da direita midiática e partidária tupiniquins. Joaquim Barbosa, “o Batman”, assim repercutido por aquela revista que se transformou num dos principais excrementos ma

Por | Edição do dia 15/07/2015 - Matéria atualizada em 15/07/2015 às 00h00

Infelizmente, parte do Judiciário brasileiro tem se transformado em instrumento político da direita midiática e partidária tupiniquins. Joaquim Barbosa, “o Batman”, assim repercutido por aquela revista que se transformou num dos principais excrementos mal-cheirosos do corrompido jornalismo praticado pela chamada grande mídia, era, até então, seu braço mais vistoso, pois integrante da maior Corte de Justiça do país e relator do mega-espetaculoso julgamento (?) do chamado “Mensalão do PT”. Mas é no Gabinete de um ex-colega seu, Gilmar Mendes, que repousa o processo que decidiria sobre o fim do financiamento empresarial de campanha, fundamental elemento da corrupção político-eleitoral existente no país. Está pensando. A propósito disto, pergunto-me cá com meus botões em que pé está o julgamento do eufemisticamente chamado “Mensalão Mineiro”, que nada mais é do que o “Mensalão Tucano”, ou “Mensalão do PSDB”? Parado. Agora, ocupa os holofotes o juiz Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato. Absolutamente escandaloso o vazamento seletivo! de informações que seriam decorrentes de delação premiada, e o valor que lhes é dado, como se não se tratassem de meros indícios, porque formuladas por criminosos assumidos. Prende, para depois apurar. Prende-se, para amedrontar, tortura travestida de legalidade. Segundo o Wikileaks, a esposa do referido juiz advoga para o PSDB do Paraná e para multinacionais do petróleo. A Lava-Jato, por sua vez, envolve interesses ligados exatamente ao petróleo (à Petrobrás) e ao PSDB, agora mesmo, por Zé Serra, descarregando no Congresso nova investida contra a Petrobrás e o Pré-Sal. Tesoureiro do PT, preso porque alvo da delação premiada. Prova? Não. Outros o foram, inclusive do PSDB? Sim. Só ele está. Aprendi, nos bancos da faculdade, que juiz é imparcial; que fala, nos autos; que o princípio da presunção de inocência é dos mais caros a uma nação. Estou desaprendendo tudo. Socorro! Abomino a corrupção tanto quanto qualquer um que assim o sinta, mas não compactuo com a adoção de dois pesos, duas medidas, aliás, escancaradamente adotado, donde não lhe faço coro, como se de gado eu me tratasse. O objetivo é despudoradamente claro: tirar do poder a coalizão partidária legitimamente eleita que, com Lula e Dilma à frente, vem dando surra em cima de surra na oposição e na mídia, e em seus projetos internacionalmente entreguistas e socialmente excludentes. O país corre imenso perigo.

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