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Nº 5729
Opinião

Matar e assaltar s�o os ‘esportes’ dos marginais!

Não há um só dia que os jornais de Alagoas não apontem algum crime praticado em nossa terra, conhecida por tantos anos pela sua vida sossegada, quando podíamos sentar às nossas portas para jogar conversa fora com os vizinhos. Até o governador Arnon de Mel

Por | Edição do dia 21/07/2015 - Matéria atualizada em 21/07/2015 às 00h00

Não há um só dia que os jornais de Alagoas não apontem algum crime praticado em nossa terra, conhecida por tantos anos pela sua vida sossegada, quando podíamos sentar às nossas portas para jogar conversa fora com os vizinhos. Até o governador Arnon de Mello, quando habitava a Praça Sinimbú, durante parte de sua gestão, vinha várias noites, inteirar-se das novidades mais recentes, na reunião em nossa calçada. Ao lado de nossa casa habitavam: o Demócrito Barroca Filho, ocupante de um cargo na administração, o major Luiz Cavalcanti, pouco tempo depois, também, chefe do Estado. Às vezes as festas populares do Natal eram realizadas na Praça Sinimbú, e em quantas ocasiões nossos amigos e nós íamos andar nos brinquedos, relembrando os tempos de adolescentes. Ninguém era molestado, e como nos divertíamos! Crimes havia, raros, passionais ou algumas vezes políticos. E o Estado era tão mais pobre! Mas, havia paz em Alagoas. Daí a conclusão de que não é a indigência que faz o criminoso. É sim, a ganância, a impunidade, as leis fracas, uma justiça condescendente, uma polícia carente, mal paga que, às vezes, se torna cúmplice a exemplo da corrupção, cujo modelo vem dos altos escalões do governo. A televisão mostra o que o dinheiro pode oferecer ao consumidor. Enriquecer honestamente não é fácil, o desemprego é uma realidade, então partem para os assaltos e sequestros que garantem aos marginais àquilo que desejam. Além disso, muitos são coniventes com traficantes de drogas, que lhes proporcionam rendas bem avaliadas, e o uso das ervas os faz mais corajosos. Destroem sem piedade, seus semelhantes. Roubam ricos, ou os menos favorecidos com a mesma atrocidade. Mas as drogas andam soltas pelas ruas. Até nas mãos de adolescentes! As prisões superlotadas, e na impossibilidade de colocar mais criminosos, a justiça solta alguns com pouco tempo de carceragem. A renda do país é dissipada em privilégios de políticos até mesmo da justiça, desperdiçada pelo governo, enquanto falta à população, saúde, educação, moradia, alimentação, e, sobretudo, tranquilidade. Trabalha-se, economiza-se para ter um pecúlio que garanta uma vida confortável, para vir um marginal e exigir importâncias que, às vezes, a família nem possui. Ou então se é morto impiedosamente. Se reagir está perdido. Já não há respeito nem pelas instituições. Os larápios querem mostrar a ousadia de seu poder atacando magistrados, matando policiais. Alagoas que deseja ser a terra do turismo com suas praias majestosas, com tantos assaltos a hotéis e excursionistas, como conseguir essa conquista? Temos que ser mais veementes em nossos protestos. Mais duros com esses larápios de todas as idades.

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