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Nº 5730
Opinião

Avan�o amea�ado

Em meio a tantos fatos negativos nos campos político e econômico e a um pessimismo generalizado, eis uma notícia que merece ser comemorada. De acordo com Renan Rubian, especialista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) o Brasil conse

Por | Edição do dia 28/07/2015 - Matéria atualizada em 28/07/2015 às 00h00

Em meio a tantos fatos negativos nos campos político e econômico e a um pessimismo generalizado, eis uma notícia que merece ser comemorada. De acordo com Renan Rubian, especialista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) o Brasil conseguiu atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs, em relação à pobreza e à fome.Segundo ela, o País já atingiu a meta internacional de redução da pobreza extrema de US$ 1,25 (por dia de trabalho). Essa afirmação confirma aquilo que o Banco Mundial já havia anunciado em abril: o Brasil conseguiu praticamente eliminar a pobreza extrema e fez isso mais rápido que seus vizinhos. Em seu último relatório, o Bird ressaltou que o número de brasileiros vivendo com menos de 2,5 dólares (cerca de 7,5 reais) por dia caiu de 10% para 4% entre 2001 e 2013. O estudo “Prosperidade Compartilhada e Erradicação da Pobreza na América Latina e Caribe” acrescenta que a renda de 60% dos brasileiros aumentou entre 1990 e 2009 e que o Brasil é um dos exemplos mais brilhantes de redução de pobreza na última década. Os autores explicaram que, até 1999, os índices de pobreza extrema no Brasil e no restante da região eram semelhantes e rondavam os 26%. Foi em 2012 que a instituição começou a observar uma maior redução em território brasileiro: 9,6% ante 12% do restante do continente. Entre as causas que explicam esse fenômeno estão o crescimento econômico a partir de 2001 e as políticas públicas que têm como objetivo a erradicação da pobreza, como o Bolsa Família e o Brasil sem Miséria. Importante também foi o aumento das taxas de emprego formal. O crescimento, modesto mas contínuo, tornou-se mais inclusivo graças a políticas fortemente enfocadas na redução da pobreza e a favor de um mercado de trabalho forte. Entretanto, o desafio ainda não acabou. Cerca de 18 milhões de brasileiros continuam vivendo na pobreza, e um terço da população se mantém economicamente vulnerável. No momento, a estagnação da economia, em meio a um doloroso ajuste fiscal, ameaça esse processo. É preciso que o Brasil supere o mais rápido possível essa fase de estagnação e volte a crescer, para que mais pessoas possam se inserir no processo de inclusão social. Um retrocesso nesse sentido é tudo que o País não quer.

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