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Nº 5732
Opinião

A crise e a propaganda

Seria previsível que os textos escritos nesta coluna há oito anos tivessem como foco principal temas inerentes à propaganda e marketing. Não é assim, porque a minha proposta é uma abrangência mais ampla em sintonia com o universo da vida comum do cotidian

Por | Edição do dia 04/08/2015 - Matéria atualizada em 04/08/2015 às 00h00

Seria previsível que os textos escritos nesta coluna há oito anos tivessem como foco principal temas inerentes à propaganda e marketing. Não é assim, porque a minha proposta é uma abrangência mais ampla em sintonia com o universo da vida comum do cotidiano. Mesmo sendo a publicidade minha atividade profissional há exatos quarenta e dois anos vividos com intensidade, entre mutações constantes, evolução e comportamento de mercado, dificuldades, crises, pessimismo muitas vezes. Também passou pela estrada a vontade de desistir no meio da caminhada, quase derrotado pelas incertezas do futuro. No HD cerebral tem memória suficiente para muitos contos, histórias de superação, desafios incríveis, cases maravilhosos para uma economia pobre e carente de tudo como a nossa. Vivemos de novo a tão conhecida e famosa caça às bruxas. Nas reuniões de planejamento de mídia só se fala em crise, inflação, malandragem. A propósito, foi numa dessas discussões de trabalho que ouvi a frase de um cliente que me chamou atenção e até motivou essa escrita: “A crise das minhas lojas começa, quando paro de fazer publicidade”. Essa rede varejista está a caminho dos cinquenta anos e não para de crescer e investir. Um país em dificuldades, um consumidor sem poder de compra com salários corroídos pela elevação dos preços, juros extorsivos. Tudo é prato cheio para alguns gestores tomarem medidas intempestivas, sem qualquer critério técnico cortando inoportunamente investimentos a começar pela propaganda. O “efeito avestruz” praticado por muitas empresas, principalmente no varejo, é uma atitude errônea, comercialmente imprudente. É a maneira mais fácil de “sumir” do mercado abrindo espaço para a concorrência mais agressiva, que, cuidadosamente realinha seus investimentos para não perder a comunicação com antigos e novos clientes. O ditado é velho, já ouvimos repetidas vezes e continua atual: “Nos momentos de crise é que surgem os melhores negócios”. O patrimônio de uma empresa vai muito além de imóveis, equipamentos e tecnologia. Uma marca forte agregada, faz a grande diferença no mercado. E isso não se constrói sem uma constante identificação com o público alvo, com crise ou sem crise. Quando a atividade econômica de um país está em queda, oscilante, sobrevivem melhor as empresas que investem em propaganda, obtendo mais desempenho também no período pós-crise graças ao efeito estabilizante.

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