Opinião
Uma nova forma de governar Alagoas
O dia de hoje, 11 de agosto de 2015, é um marco para a administração pública no nosso Estado. Está promulgada a Lei Delegada nº 47. Em fevereiro passado, a Assembleia Legislativa delegou ao governador a atribuição de criar e instituir, a seu juízo e sob sua responsabilidade, a nova estrutura administrativa e de gestão do Poder Executivo. Em palavras mais simples, com a Lei Delegada eu estou colocando para funcionar, a partir de hoje, a nova forma de trabalho no governo do Estado. A Lei Delegada é o instrumento legal para organizar e realizar o programa de trabalho que a população alagoana, por larga maioria, aprovou quando nos elegeu, a mim e a Luciano Barbosa, para governar o Estado. A extensão e a profundidade dela é algo novo em Alagoas. Para começar, pela primeira vez o Poder Executivo do Estado de Alagoas faz uma reforma administrativa sem criar qualquer despesa adicional para os cofres públicos. Ao contrário, ela vai poupar recursos. A redução de cargos comissionados, posta em prática logo no início do governo, já foi pensada para abrir caminho a um novo modelo de organização do serviço público. A máquina estatal será ocupada pelos servidores públicos de carreira, por meio das funções gratificadas. Vamos dar o devido valor ao pessoal da casa, aquele que carrega o serviço público nas costas e faz a administração andar. A nova concepção das ações do Poder Executivo em Alagoas define claramente as atribuições de cada área: a área que pensa, aquela que coordena e a que executa as políticas públicas. Isso ajuda a libertar a gestão do velho vício de ?encavalar? órgãos e atribuições. Também é criado um sistema de permanente incentivo, monitoramento e avaliação, para alinhar a qualidade dos gestores aos objetivos estratégicos da administração. E, entre eles mesmos, criar uma forma de relacionamento sem entraves, facilitando a comunicação interna e a do governo com a sociedade. Não foi preciso reinventar a roda. Estamos lançando mão de ferramentas de gestão testadas com bons resultados em empresas privadas e mesmo no serviço público. São boas práticas que finalmente Alagoas está incorporando. Não se trata de mera novidade. O que está começando agora é a mudança, não só de gestão, mas de mentalidade. As metas estão dadas, as prioridades definidas: educação, saúde, segurança pública, desenvolvimento econômico e social. Os princípios são a ética, a transparência e a proximidade com a população. Agora temos o instrumento para trabalhar. Mão à obra, então.