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Esfor�o em fam�lia

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A pesquisa sobre o desemprego no Brasil divulgada ontem pelo IBGE revelou que um maior número de pessoas passou a buscar um trabalho, e isso se deve principalmente à queda na renda familiar. O mercado de trabalho tem sofrido a pressão da entrada de pessoas à procura de emprego, mas não está abrindo vagas. Para o IBGE, o crescimento da população desocupada está mais relacionado à pressão exercida pelos jovens com idade entre 18 e 24 anos. No ano passado, pessoas nessa faixa etária tinham uma participação importante na população não economicamente ativa, ou seja, pessoas que não estão trabalhando nem tomando providência para conseguir trabalho. Agora, entretanto, esse contingente passou a procurar trabalho e fazer parte da população desocupada. Esse fenômeno pode estar associado à queda de renda dos trabalhadores. O fato é que com a inflação em alta, o desemprego crescente e o crédito restrito, o poder de compra das famílias, propulsor da economia nos últimos anos, entrou em queda. As famílias de baixa renda são as que mais sofrem. Elas têm menos supérfluos para cortar no orçamento e acesso restrito a investimentos que superem a inflação. Outro problema é que, com um mercado de trabalho em deterioração, o ambiente para as negociações salariais está desfavorável. Isso tem aumentado a pressão para que os jovens vão em busca de emprego a fim de reforçar a renda da família. O momento econômico é delicado, mas é preciso lembrar que o Brasil já passou por crises bem piores. Se a inflação atual já assusta a população, quem tem um pouco mais de idade deve se recordar que o país já conviveu com taxas de 80% ao mês ? isso mesmo, ao mês ?, algo inimaginável para geração atual. Mesmo após o Plano Real, já registramos taxas com dois dígitos ? 12,5% no acumulado de 2002, último ano do governo Fernando Henrique. O desemprego também já foi maior. Se hoje está em 7,5%, em 2002 chegou 12,2%. Portanto, o cenário é difícil mas ainda não estamos no pior dos mundos. O desânimo é grande talvez porque nos últimos anos o País viveu um período de bonança e agora teve de pisar no freio abruptamente. Resta ao governo superar essa crise política para que o País aos poucos vá entrando nos eixos e a atividade econômica comece a se recuperar.

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