Opinião
Sejamos generosos com Macei�
Fui abordado por um repórter para emitir opinião sobre a implantação de dois eixos viários paralelos à Fernandes Lima, um denominado de Eixo Cepa e o outro Eixo Quartel com que viriam desafogar aquela tão conhecida e enervante -em certas horas- avenida. Como opinar se não conheço os detalhes dos pré-falados eixos que cortariam os conhecidos bloqueadores Cepa, 59º BIMTz e o Hospital do Açúcar? Lendo a GA de 14 da corrente, que a recém-criada Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano-Setrand, um órgão auxiliar da Prefeitura de Maceió planejou os tais eixos. O primeiro partindo da Rua Frei Caneca em demanda ao Ibama e o outro, cognominado Eixo do Quartel, com origem na Rua Marieta Lages e final na Ranildo Cavalcante, bairro da Gruta. Acessei ao Google Earth ferramenta que permite determinados planejamentos urbanos e que provavelmente serviu àquela Secretaria. Iniciando pelos pontos fixados chegam-se aos eixos nominados. Fugindo da atual alternativa que se usa pelo ?caminho de rato? quando se esbarra pela Virgínio de Campos com o muro do Cepa, logo após à entrada pela esquerda, pode se atravessar os domínios do Ceagb sem muitos estragos em seu patrimônio. Quanto ao outro eixo, o do Quartel, ouvidas e acertadas com as autoridades responsáveis, a transposição da área militar será facilitada por sê-la quase um descampado. Seguindo pelas ruas já existentes, chega-se ao último bloqueador, o Hospital do Açúcar, o qual pode se transpor de forma simples, face a inexistência de construções de vulto. Tudo muito simples e barato, mas há de se lamentar a falta de generosidade para com Maceió. Não somos contra soluções alternativas e temporárias, mas precisamos de pensar no futuro dessa cidade. Não basta abrir ?buracos de tatú? onde mal passam dois veículos e logo a seguir se encontrar duas faixas à esquerda e uma outra a direita e seja o que Deus quiser (início da Tomaz Espíndola). Sem qualquer disciplinamento veículos se entrecortam ora para um lado ora para o outro num verdadeiro engarrafamento! Não quero nem falar no viaduto da Mangabeiras, quebra-molas por excelência e de largura que jamais presenciei veículo transpondo outro tal o receio de choque lateral. No passado projetaram a Av. Antônio Brandão e lá no Seminário ela ficou a esperar por nós para atravessar a procura do Jacintinho. Porque não a idealizamos e do outro lado do vale prossegui-la pela Neto Campelo com seu lado direito completamente desimpedido para deleite de todos do magnifico visual que se descortina? Lembro aqui meu professor Pelópidas Silveira que realizou obras de envergadura no Recife tais como as avenidas Conde da Boa Vista, Dantas Barreto, Norte e tantas outras abertas pela sua administração, também abriram Recife para o futuro. A capital pernambucana muito deve àquele prefeito.