Opinião
Nossa querida e angustiada P�tria
Amanhã iremos comemorar mais um aniversário de nossa Independência. Passados todos esses anos (1822-2015), os passos do nosso querido Brasil ainda são muito vacilantes. Atualmente o povo brasileiro vive um verdadeiro pesadelo, com seus dirigentes desacreditados, corrupção desenfreada, saúde e educação largados e o tempo passando e o nosso País enfraquecendo. Continuamos ansiosos aguardando por dias de paz e prosperidade para nossa população. Na passagem de mais um aniversário nossa Independência, recordo os bons tempos da minha adolescência quando víamos homens como Carlos Lacerda, Afonso Arinos, Bilac Pinto e Otávio Mangabeira que fizeram do parlamento brasileiro o cenáculo de inteligência e da cultura para os voos altos das ideias. Vamos esperar que um dia nosso querido Brasil seja uma nação grandiosa. Possuímos terras férteis, um clima variado e ameno, não temos terremotos nem maremotos e somos um povo bom e hospitaleiro. Merecemos, assim, a felicidade almejada. Um dia se Deus quiser, o Brasil será uma grande Nação. No dia em que o cidadão souber usar conscientemente o seu voto, para buscar na verdadeira aristocracia de valores os seus dirigentes, aqueles mais aptos, não somente, intelectual e moralmente capazes. Seremos uma grande Nação quando o cidadão souber falar e ouvir, ordenar e obedecer, impor o direito e respeitar o direito, fazer justiça e respeitar a justiça. No aniversário de nossa Independência, teríamos que fazer uma bela poesia em homenagem aqueles índios, negros e brancos que com o seu sangue regaram a nossa terra e a tornaram cheia de generosidade, solidariedade e fraternidade. Teríamos que fazer uma poesia aos que souberam infundir no nosso povo brasileiro o sentido de família, de alegrias e ajudaram a nossa gente a escrever e a caminhar com a dignidade de um povo que tem esperança, que sabe transformar a dor em energia nova para possuir um futuro melhor. Esse grito que o povo tem dado ultimamente em passeatas pelas ruas já é considerado por muitos sociólogos como um visual de desenvolvimento coletivo e senso de cidadania. Vamos esperar ansiosos que o nosso querido Brasil não esteja muito longe de ser uma Nação no rol dos países desenvolvidos, com o seu povo culto, economicamente bem situado e feliz. Parodiando o grande poeta Olegário Mariano eu diria: ?Vinde ver/Vinde ouvir homens de terra estranhe/O Brasil de minha alma/Atormentado e aflito/De quebrada em quebrada/Acordando o infinito/ Não é esse Brasil de vida efêmera e leviana, superficial, anêmico e franzino/É o Brasil que embala os meus sonhos de meninice?.