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Engenharia alagoana (III)

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VINICIUS MAIA NOBRE * Não se pode ter dúvida quanto à importância no desenvolvimento de uma sociedade. As telecomunicações no mundo moderno é um dos setores vitais para o crescimento de um Estado. Muito já se escreveu sobre as telecomunicações em Alagoas e, em tudo se lê, figura o nome de Marcello Guimarães Barros. Ainda recém-graduado pela Politécnica de Pernambuco em Engenharia Elétrica (1961), Marcello foi para a Alemanha onde aprendeu a língua de Goethe ao tempo em que trabalhou na Siemens, a maior empresa da Europa em tecnologia da informação. Voltando ao Brasil, em 1963, foi admitido como engenheiro da Companhia Telefônica de Alagoas (CTA), sucessora da CFLNB que detinha a concessão dos serviços de telefonia em Maceió. Na CTA, foi a inteligência a serviço dos primeiros passos na pretendida interligação entre Maceió, municípios alagoanos e demais Estados do País. Prosseguiu no seu trabalho quando da transformação da CTA em Telasa, ocupando o cargo de diretor em 1963 e galgando a sua Presidência em 1975. A Telasa viveu na época da presidência do Marcello um período de raro dinamismo, ultrapassando todas as metas que lhe eram confiadas. Era a nossa concessionária de telefonia a de número vinte e sete no ranking do Sistema Telebrás e logo ultrapassou quatorze outras congêneres, sendo o nosso enfocado o único a permanecer por mais de 20 anos na direção de uma empresa do então sistema. No idos de 1968 a 1970, Marcello Barros prestou sua experiência de engenheiro ao executar o sistema de iluminação, som e telefonia do Trapichão. Lembro-me com orgulho do banho de luz que demos ao se inaugurar aquele estádio! Foi também diretor-presidente da Companhia Energética de Alagoas (Ceal) entre 1983 e 1985, onde tivemos oportunidade de iniciar estudos de aproveitamento do potencial energético das chamadas PCH (Pequenas Centrais Hidrelétricas) em nosso Estado. Assumiu em 1990 a presidência da Cealgás e lá desenvolveu os primeiros trabalhos para utilização do gás do nosso subsolo até o ano de 1993. Criada a Algás chegou a ser seu presidente entre agosto e dezembro de 1998. Ainda em sua gestão na Telasa foi implantado o primeiro sistema móvel de telefonia, o tão conhecido e hoje intensamente usado celular. Professor concursado pela Ufal, ensinou Eletrotécnica na Escola de Engenharia de Alagoas entre 1971 e 1974. Ainda no magistério, ministrou Ciências Físicas e Naturais e Matemática no curso de Técnico em Contabilidade da então Escola Técnica Federal de Alagoas. Marcello Barros possui vários trabalhos técnicos publicados em congressos internacionais, como Manutenção e Operação de Centrais Telefônicas Automáticas no V Congresso Panamericano, realizado em Bogotá-Colômbia (1963), Fuentes de Energia Elétrica para Sistemas de Comunicaciones, em Mar Del Plata-Argentina (1972), e outro sob o título Beneggliche Privat Funkstellen in der Nachrichten Zwei Jahrzehten (Instalações de Centrais Privadas) no Congresso Internacional da Indústria em Hannover ? Alemanha (1978). Foi distinguido com várias honrarias, destacando-se o de Mérito de Comunicações no Grau de Cavaleiro (Brasília-1982) e Mérito do Municipalismo Alemã: Comenda Barão Von Stein (Munique, Alemanha-1976) e, a maior delas, com sua esposa Flávia, ter constituído uma exemplar família de quatro filhos e meia dúzia de netos. A par de suas atividades atuais como membro do Conselho Consultivo da Organização Arnon de Mello, diretor da Associação Brasileira dos Municípios, diretor da Next Generation Company ? NG Telecom, dentre outras, o nosso apresentado de hoje escreve aos domingos pelo jornal Gazeta de Alagoas a série sobre Fatos da História Alemã, com a colaboração inestimável de sua esposa, professora Flávia Horas Barros. Brevemente teremos essa série publicada em livro que, com certeza, será o primeiro em língua portuguesa escrita no Brasil sobre história daquele país amigo. (*) É ENGENHEIRO [email protected]

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