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Nº 5730
Opinião

Foco no resultado

A criminalidade caiu 30% no estado desde o início da nova administração. As repercussões ao fato foram diversas. Alguns reagiram com prudente incredibilidade, pois as estatísticas policiais no Brasil não têm a mesma confiabilidade que os dados demográfico

Por | Edição do dia 10/09/2015 - Matéria atualizada em 10/09/2015 às 00h00

A criminalidade caiu 30% no estado desde o início da nova administração. As repercussões ao fato foram diversas. Alguns reagiram com prudente incredibilidade, pois as estatísticas policiais no Brasil não têm a mesma confiabilidade que os dados demográficos ainda preservam. A atitude mais comum, contudo, foi o desdém. Pouco se falou a respeito nas ruas. Manifestações populares de celebração ou de apoio não se viu. Quem hoje ouve o silencio da sociedade alagoana deve imaginar que o bandidismo nunca foi um problema por aqui, que nunca houve revolta e protestos quando as coisas iam de mal a pior. Não se trata, contudo, de ingratidão. A natureza humana é essa mesma, só dá valor ao que é tangível. É por isso que as questões econômicas, sabidamente, é que definem as eleições. Sabendo disso, e com a missão única de se perpetuar no poder, o político brasileiro tradicional pouco investe em melhorias não palpáveis de qualidade de vida, como saúde, educação, saneamento e segurança. “Poxa, acordei me sentido super seguro hoje”, “Nossa, como minha rua está limpa”, “Que incrível essa sensação de saber que, se um dia eu adoecer, serei bem atendido no SUS”. Esses são alguns exemplos de frases que você nunca vai ouvir ninguém dizendo. Só administradores públicos de cunho mais estadistas gastam suor e dinheiro em coisas que em pouco tempo a população passa a ver como o novo normal. O mínimo que podemos fazer como cidadãos é encorajar essas conquistas civilizatórias, por menores que sejam. Não é com motos e TVs de plasma que vamos construir um estado melhor. Números podem ser armadilhas, é sabido, mas eles são a única forma de analisar objetivamente as questões relevantes. Sem eles, ficamos a deriva no mar das ideologias e disputas partidárias. O medo da frustração não pode nos paralisar. É imperioso se posicionar. Se o caminho é certo, não importa quem trilhou. Se o anúncio de que serão sanadas as línguas negras das praias maceioenses não se concretizar, se a redução da violência for fugaz, não estava errado quem antes as aplaudiu. Ingênuo é o cético ao achar que alguém vai trabalhar para satisfazer quem nunca de nada se agrada. Nada adianta fazer passeata por determinado objetivo se quando o alcançamos, mesmo que timidamente, não o comemoramos.

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