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Nº 5730
Opinião

Em que mundo estamos vivendo?

A insanidade acompanha a humanidade desde que o mundo é mundo. São tantos os horrores que, indignados, nos questionamos: será que para muitos o inferno não é simplesmente este planeta terra em que vivemos? Por quanto tempo durará a comoção provocada pela

Por | Edição do dia 15/09/2015 - Matéria atualizada em 15/09/2015 às 00h00

A insanidade acompanha a humanidade desde que o mundo é mundo. São tantos os horrores que, indignados, nos questionamos: será que para muitos o inferno não é simplesmente este planeta terra em que vivemos? Por quanto tempo durará a comoção provocada pela imagem do menino sírio Aylan Kurdi cuspido pelo mar e transformado num símbolo do sofrimento do povo do seu país? Alguns falam que ele foi escolhido como mártir para chamar a atenção das autoridades mundiais diante da tragédia vivida pelos seus compatriotas, perseguidos por uma guerra civil tirana e sem fim que já matou milhares de seres humanos, enquanto outros milhões se arriscam em fuga desesperada pelas águas revoltas do mediterrâneo. Só este ano, mais de duas mil vítimas afundaram assim como Aylan e família, tragados pela fúria do mar. Apenas seu pai sobreviveu para testemunhar as cenas de um filme de terror. Parece que a humanidade por todos os lugares experimenta uma travessia turbulenta em águas profundas sobre um barco imprestável superlotado de desesperados. É como se fugissem da morte na esperança de encontrar paz em algum país. O mundo está atormentado, ansioso, violento, psicótico, delirante. O que leva um homem a abandonar sua esposa, dois filhos e ir embora logo após ser informado por ela sobre o diagnóstico de câncer de mama? Como entender um pai que abusa sexualmente da própria filha menor e com distúrbios mentais? E a mãe que espanca violentamente uma criança de dois, três anos de idade ou aquela que joga na lata do lixo um bebê recém-nascido? O que leva um ser humano a perder a cabeça no trânsito ao ponto de jogar seu carro por cima do outro e até disparar uma arma praticando um assassinato injustificável? E como um filho é capaz de tramar a morte dos próprios pais, motivado pela louca ambição de apoderar-se do seu dinheiro? Assustamo-nos com as reações ou omissões humanas, apesar de que, para muitos que convivem em sociedade, nenhum desses fatos chega a causar-lhes incômodo. Justamente pela insensibilidade que se instalou no coração dos homens. Essa patologia nunca foi tão bem vivenciada como no atual momento político brasileiro, no qual um oceano de ladrões e corruptos, traficam, esquartejam e matam a esperança, principalmente a dos mais humildes, em troca da perpetuação de poder.

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