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Alagoas, 198 anos

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Alagoas nasceu com a obrigação de ser um lugar bom para se viver. Este é o legado histórico que recebemos há 198 anos, completados hoje. Ao mesmo tempo, é o nosso desafio desde sempre. De fato, por força daquele decreto imperial, no longínquo 16 de setembro de 1817 ? a certidão de nascimento de Alagoas ?, foram apartadas do território pernambucano as mais férteis terras, com fartura de tudo mais que havia de melhor: mananciais de água, dezenas de engenhos de açúcar e um amplo comércio. Diversos portos naturais, fluviais e marítimos, escoavam os produtos locais. Até uma promissora indústria naval atrevia-se a despontar. E o São Francisco, sublinhando todo o sul do Litoral ao Sertão. Sem contar a beleza das praias, dos rios e lagoas que viria a ser cantada nos séculos seguintes. Quem olhasse a história só pela superfície haveria de concluir que herdamos o paraíso de mão beijada. Longe disso. A emancipação de Alagoas é resultado da ousadia, do espírito libertário e da valentia dos nossos ancestrais, da mistura das tribos nativas com o africano quilombola que lutou para ser livre, com o descobridor português e o ousado holandês. Somos resultado da bravura de um povo insubmisso que enfrentou a agressão sem temer o poderio do opressor. Esta é a nossa história, a herança que carregamos com orgulho. Daqui a dois anos, em 2017, ela completará 200 anos. Estou editando hoje um Decreto criando a Comissão Mista Especial que vai iniciar o estudo e o planejamento das ações que o Estado desenvolverá no marco dos 200 anos da Emancipação. Mais importante que tudo: não estamos tratando aqui de uma efeméride. Afirmei, quando tomei posse, que Alagoas precisa e reclama uma nova emancipação. É o desafio. A nova emancipação contém a esperança de que, pelo trabalho de cada um de nós, toda criança e jovem tenha um bom aprendizado na escola, todo cidadão e cidadã tenha comida na mesa, saúde pública de qualidade, segurança em casa e na rua, liberdade de opinião e decisão, emprego e salário. E que todos tenham oportunidade de crescer na vida. A nova emancipação, pela qual nos batemos, é também econômica. Ela virá, tenho certeza, de um pacto federativo que liberte estados e municípios do garrote em que se encontram e distribua com equidade e justiça as receitas e encargos entre os entes federados. Este é o espírito que hoje, nos 198 anos de Alagoas, nos move e anima para o bicentenário.

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