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Opinião

Alargando horizontes

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Quando o sistema brasileiro de telecomunicações foi privatizado, em 1998, todos os serviços dessa área contabilizavam 28 milhões de assinantes, número que saltou para os atuais 370 milhões de assinaturas, em julho deste ano, o que representa um crescimento de mais de 1.200%. Apesar dos avanços, ainda há no País cerca de 30 milhões de famílias brasileiras sem acesso à internet. A falta de acesso à rede mundial de computadores ou a precariedade da conexão atinge principalmente pequenos municípios do Norte e do Nordeste. Essa deficiência, além de privar a população dos benefícios trazidos pelas tecnologias da informação e comunicação, tem efeitos negativos também na economia, pois dificulta os negócios. A universalização da banda larga, com a melhoria do serviço ? um dos compromissos de campanha da presidente Dilma Rousseff ?, é o grande desafio atual na área das telecomunicações. Estudos mostram que a internet no Brasil ainda é lenta, cara e de péssima qualidade. Segundo a pesquisa, o custo da assinatura mensal de 1GB pela internet no celular no País é de US$ 29,50, enquanto entre os chamados países desenvolvidos o valor médio é de US$ 16,30. O alto custo é o principal fator que inibe uma maior expansão da internet de banda larga no Brasil. A velocidade da conexão é outro ponto que deixa o Brasil em desvantagem. Na Coreia do Sul, por exemplo, onde 40% da população tem acesso à internet, todas as conexões oferecem velocidades maiores que 10 Mbps. Já no Brasil, metade das conexões à internet situam-se entre 256 Kbps e 2 Mbps. Nos Estados Unidos, a agência que regula as comunicações já defende que o conceito de ?internet banda larga? seja aplicado apenas para velocidades superiores a 25 Mbps. A universalização é urgente, porque a economia está se digitalizando cada vez mais. A banda larga deve ser transformada em serviço de telecomunicações, que por sua vez é prestado em ?regime público?. Isso permitiria ampliar os canais de investimento público nas esferas federal, estadual e municipal para expandir a rede. O Brasil precisa de infraestruturas de comunicação de dados, fixa e móvel, de qualidade, baratas, rápidas e seguras, um dos requisitos para que o País volte a figurar entre as economias emergentes mais promissoras.

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