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Estava na pauta escrever nesta terça sobre o quesito ?segurança no Estado?, uma opinião pessoal com relação à empolgação das autoridades quanto à redução dos números da criminalidade nos últimos meses. Ótimo, sensacional, aplausos! É uma conquista vitoriosa na guerra sem trégua contra a marginalidade que trafica, consome, rouba, mata indiscriminadamente. Porém, é preciso que tenhamos consciência de que o crime jamais ganhará proporções aceitáveis enquanto o país e estados não investirem seriamente em políticas públicas para combater os problemas básicos, geradores de toda a desordem. São educação, saúde, esporte e lazer, claro, a única forma eficaz para se pensar em inclusão social para os jovens considerados marginalizados. Infelizmente vivemos uma época completamente vazia de valores éticos e morais, onde os ídolos dessa juventude não são os mestres, escritores, grandes nomes da ciência e das artes. Uma simples entrevista com um menor delinquente é o bastante para entendermos a gravidade do momento. À frente da Defesa Social, o Secretário Alfredo Gaspar desenvolve um trabalho irretocável, talvez antes nunca visto em Alagoas pela coragem, determinação e presença física nas grandes e perigosas ações. Na tragédia da semana passada quando quatro policiais morreram na queda de uma aeronave, o dr. Gaspar não apenas se emocionou, mas também tocou no sentimento de todos os alagoanos do bem, ao deixar escorrer em sua face lágrimas pela tristeza que sentia naquela hora. Se já era respeitado no exercício da difícil missão de comandar uma pasta de tanta complexidade, agora conquistou de vez a confiança da sociedade alagoana. Foi uma reação natural de sofrimento pela perda trágica dos valorosos e abnegados policiais por ele comandados. O Governador Renan Filho, igualmente, quebrou paradigmas, deu exemplo aos velhos perus da política e para os jovens assim como ele. Instantes depois do ocorrido, foi pessoalmente ao local do acidente, acompanhou o sepultamento das quatro vítimas no dia seguinte e consolou parentes. A espontaneidade do seu gesto levou conforto, foi um analgésico para aliviar a dor da ferida que continua sangrando no coração das famílias dos militares mortos. É possível até que o Governador Renan nem tenha dimensionado o bem que a sua presença fez para aquelas esposas, mães, filhos, pais e amigos que choravam copiosamente a perda dos seus heróis.

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