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Opinião

Exaltemos in memoriam nossos her�is

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Toda ação segue um principio físico formado por um binômio composto de causa e efeito. A descoberta de Isaac Newton far-se-á presente todas as vezes em que o corpo ou objeto perdem a capacidade de equilíbrio, sendo impulsionados pela lei natural da gravidade. A criatura humana faz parte de um ciclo vital, onde, hoje ou amanhã, retornará às origens, ou melhor falando, descerá à terra fria para unir-se aos germes e deles fazer parte, restando unicamente o espírito, que rumará para a incógnita do infinito, lugar cognominado de acordo com o entendimento e convicção religiosa de cada pessoa. Vinte e três de setembro 2015. Órgãos locais de comunicação, inclusive a internet, passaram a comunicar o registro da maior tragédia ocorrida em nossa capital. Quatro militares perderam suas vidas na preservação da ordem pública, deixando enlutada não só as corporações a que pertenciam, assim como toda população. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiro Militar jamais registraram em toda sua história fato tão desagradável aos olhos humanos. Naquele exato momento da ocorrência, corações de homens abnegados e cumpridores dos seus deveres deixaram de bater. Mãos acostumadas na execução de operações militares de alto risco ficaram inertes e transformadas incontinente em matérias juntas aos escombros. Que passou pela mente de cada vítima? É difícil imaginar, sobretudo considerando o mínimo lapso temporal ocorrido. Cremos não existir nas corporações registro histórico semelhante ao acontecido. A Secretaria de Segurança Pública perdeu bravos e valorosos profissionais que sempre se posicionaram contra a criminalidade e ao narcotráfico. A Polícia Militar ao longo da sua trajetória participou da defesa interna brasileira, bem assim da guerra do Paraguai. Mas tudo aconteceu a distância. Aqui e agora, o povo alagoano contemplou, ouviu e leu sobre a tremenda cena que dificilmente será apagada das nossas mentes. Não se sabe a causa da queda do helicóptero, senão o efeito. Acreditamos haver acontecido deficiência mecânica em face ao longo tempo de uso, mesmo com manutenção periódica; de fabricação há vinte três anos, estava bem aquém das atuais condições das aeronaves congêneres brasileiras. A verdade é que perdemos quatro guerreiros e por que não dizer heróis da segurança pública. Lembra-nos uma das vítimas, o Capitão Assunção. Ingressou na Academia Arnon de Mello em 1993. Filho do Cel. PMRR Mário Sérgio. Teve como modelo seu genitor. Procurou qualificar-se para melhor servir à instituição que escolheu por vocação. Disciplinado e disciplinador. Amigo de todos. Lembra-nos ainda a última vez que o vimos em um restaurante em Maceió participando de um café regional em homenagem ao ex-Comte. Geral da PMAL, autor dessa homenagem póstuma. Sempre solicito, disciplinado e satisfeito por servir na Policia Militar do nosso Estado. Com relação ao major Milton, aos soldados Melo e Moura não os conhecemos. Compreendemos a dor que persiste em cada membro dos familiares enlutados. A Secretaria Segurança Pública perdeu fisicamente 4 homens que entram para história como soldados leais e verdadeiros heróis alagoanos, cujas lembranças servirão de paradigma e estímulo a todos os integrantes militares estaduais e policiais civis que um dia juraram diante do Pavilhão Nacional doarem suas vidas em defesa da ordem e da paz da nossa sociedade. Aos familiares dos nossos heróis, recebam nossas condolências. E aos heróis, ?requiescat in pace?.

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