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Opinião

Pensando no desenvolvimento de Macei�

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Se alguém me perguntar quando foi que as ruas do Centro de Maceió foram asfaltadas, eu imediatamente responderei: no primeiro mandato do Prefeito João Sampaio. Também posso informar sobre a Urbanização da Praia de Pajuçara, quando foi construído o Dique Estrada, em que ano e por qual programa a maioria das ruas do bairro Jacintinho foram calçadas, quando foi construída a ponte sobre o Vale do Reginaldo ou quando a Av. Leste Oeste foi pavimentada. Sei em que administração e quando foi urbanizado o Ouricuri, 1ª favela de Maceió, hoje chamada de comunidade São Sebastião. Tenho catalogadas em plantas e na memória as principais obras de drenagem da cidade, quantos quilômetros existem de galerias e de ruas pavimentadas. São centenas de informações, de procedimentos, de projetos, de obras que algumas dezenas de engenheiros, arquitetos, agrônomos e técnicos que ingressaram na Prefeitura de Maceió nas décadas de 1970/1980 também podem responder. Esses técnicos estão hoje na casa dos 50, 60 e alguns perto dos 70 anos. Vários técnicos já estão aposentados e os restantes vestirão o pijama nos próximos dois anos. Se não houver, logo, substitutos para esse pessoal, a prefeitura de Maceió vai perder a memória de sua evolução urbana dos últimos 50 anos, sem substitutos. Ninguém, por mais competente tecnicamente que seja, conseguirá substituir esses futuros ex-funcionários, porque seria preciso um tempo de convivência de, no mínimo, uns cinco anos para assimilar a sabedoria desse povo que vai se aposentar. Vai ser um caos nas várias secretarias da prefeitura. Logo quando os primeiros técnicos começaram a se aposentar, há uns vinte anos, estivemos alertando as administrações que se sucederam ? não deram importância ao alerta, o caso foi sendo protelado e ainda estão protelando. Conhecimento só se consegue com prática, dedicação e com o passar do tempo. Maceió, hoje, é uma metrópole de um milhão de habitantes. Está em franco desenvolvimento urbano; vai precisar de grandes projetos para ser implantados nos próximos 50 anos. Provavelmente, a cidade terá três milhões de habitantes em 2065. Aqueles que viveram numa cidade com 120.000 habitantes e acompanharam seu crescimento populacional ao longo dos anos tem mais condições de contribuir com a prefeitura orientando, traçando planos, informando. Será uma grande perda para a cidade esse pessoal se afastar da prefeitura sem antes transmitir suas informações para os mais novos. Ainda é tempo de a prefeitura resgatar a memória da vida de Maceió, fazendo concurso público para engenheiros e técnicos. Jovens com dois a cinco anos de formados supririam essa necessidade. Os engenheiros e os técnicos mais experientes transmitiriam conhecimentos para eles. Tenho certeza que esse meu alerta e apelo representam o pensamento de toda comunidade técnica da prefeitura de Maceió.

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