Opinião
A for�a dos pequenos
Atualmente, mais de 90% das empresas brasileiras são micro ou pequenas, correspondendo por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, segundo dados do IBGE. O segmento já engloba 10,3 milhões de estabelecimentos, muito mais do que em 2006, quando eram apenas 1,3 milhão. Além disso, gera 52% dos empregos do País com carteira assinada. São agentes econômicos muito flexíveis, que proporcionam dinamismo ao mercado e representam um fôlego extra para o País, pois atuam em todos os setores de atividade. Além disso, são a grande porta de entrada dos jovens no mercado de trabalho e alternativa para aqueles já passaram dos 40 anos. Os últimos anos podem ser considerados como a fase de ouro do empreendedorismo. Foram criadas milhões de microempresas nos governos Lula/Dilma, contra 2 milhões na gestão tucana. De 2001 a 2011, a participação no PIB saltou de R$ 144 bilhões para R$ 600 bilhões. O mercado interno é considerado fator determinante para essa performance, pois quase 100% do setor é voltado para o consumo interno. Também houve uma melhora na escolaridade dos microempreendedores. Outro fator fundamental foi a simplificação tributária a partir de 2007, com a criação do Supersimples. Com ele, impostos federais, estaduais e municipais que incidem sobre as chamadas MPEs são concentrados numa única guia, com uma carga tributária reduzidas entre 40% e 70%, dependendo do setor. Entretanto, por estarem inseridas num cenário de muito competição, as MPEs costumam apresentar altas taxas de mortalidade. Isso se deve a vários fatores, como falta de planejamento, deficiência de gestão, falta de políticas públicas. Por isso, cada vez mais as micro e pequenas dependerão da qualidade, da produtividade e da inovação. Nesse contexto, é preciso destacar a atuação do Sebrae, entidade que, no governo do presidente Fernando Collor, foi transformado num organismo para levar gestão para as MPEs. Dada a sua importância, as micro e pequenas empresas precisam receber dos governos ? em todos os níveis ? uma atenção especial. É preciso incentivar e qualificar os empreendimentos de menor porte, inclusive os microempreendedores individuais. Todo esse conjunto de pequenos negócios é decisivo para a economia brasileira, mais ainda nesse momento de turbulência e retração.