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O bonde da economia

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O Acordo de Parceria Transpacífico (TPP, em inglês), firmado na segunda-feira por 12 países, entre eles Estados Unidos e Japão, pode deixar o Brasil isolado e numa situação incômoda no comércio internacional. De acordo com estudos de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas, as exportações podem encolher 2,7% após a efetivação desse acordo. Em 2014, o Brasil exportou US$ 31 bilhões em manufaturados, dos quais 25% para países que formaram esse bloco. Os produtos mais afetados serão carne, açúcar refinado, carros e máquinas. O TPP abrange 40% da riqueza mundial, algo em torno de US$ 28 trilhões, Os países desse bloco ? que, para realmente funcionar, precisa da aprovação dos parlamentos de todos os seus integrantes ? movimentaram, em 2014, US$ 9,5 trilhões. O acordo prevê ações de redução ou eliminação de tarifas; promoção do investimento; exigência de respeito à propriedade intelectual; combate à corrupção e transparência dos governos; e padronização de leis trabalhistas e ambientais. O objetivo é nivelar as condições de concorrência entre as empresas ao estabelecer exigências semelhantes às vigentes nos Estados Unidos, como livre formação de sindicatos, proibição de trabalho infantil, regras sobre jornada de trabalho e salário mínimo, combate ao tráfico de animais selvagens e à extração ilegal de madeiras. O Transpacífico é um sinal claro de que o Brasil precisa se integrar mais aos mercados internacionais. Alguns passos já estão sendo dados. No começo deste ano, o País começou a negociar com o México, que integra o TPP e tem acordo com o Nafta. Essa postura do Brasil abre espaço também para abrir negociação com a Colômbia, visando a antecipar o descongelamento de um acordo feito que o Brasil quer agilizar, e com o Peru, com quem nosso país quer ampliar o somatório de trabalhos. É preciso, agora, reforçar essa rota com muita agilidade e persistência, porque o câmbio atual torna o país competitivo. Para isso, deve-se buscar os investimentos na produtividade e nos produtos que interessam também ao TPP. O Brasil também deve deixar de lado uma certa postura romântica em relação ao Mercosul e buscar acordo com a União Europeia. O País, que apesar do momento delicado, ainda tem uma economia forte, não pode se dar o luxo de perder o bonde da economia mundial.

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