Opinião
A crian�a de hoje e o futuro que lhes espera
Amanhã estaremos comemorando com imensa alegria o Dia da Criança, este ser maravilhoso que representa o futuro do Brasil. E como serão nossos filhos e netos criados em um País desorganizado, repleto de agressividade e desamor? Qual a influência da Internet, da televisão, do cinema, das revistas e dos amigos em suas vidas? E do ambiente? Esse é que é o grande responsável. As agressões psíquicas sofridas pela criança, como brigas entre os pais, lares destruídos, lares desestruturados, pais e padrastos violentos marcam a criança pelo resto da vida. O ambiente de felicidade que vive um criança, quer seja numa choupana ou num palácio, recebendo amor dos pais, alegrias, sorrisos, é imprescindível para que ela seja um adulto feliz. É nesse ambiente de amizade que a criança edifica sua personalidade e que irá influenciar de maneira decisiva o seu futuro. Infelizmente não sabemos qual o caminho que o Brasil vai seguir. Diante de tanta confusão, de tanta anarquia, de tanta incerteza, sabemos apenas que somos peregrinos que caminham por estradas sinuosas. Vejam bem: 42% de nossa população é constituída de crianças abaixo de 10 anos. É o futuro do nosso País que precisa ser cultivado, bem conduzido, para que sejamos no futuro uma grande Nação. Infelizmente a criança brasileira, segundo a ONU, é uma das mais desassistidas do mundo em termos de educação e saúde. Basta analisar os dados do IBGE para verificarmos, estarrecidos, como nossos governantes têm abandonado as nossas crianças à própria sorte. As crianças negligenciadas ou maltratadas têm pouca autoestima e um frágil senso de identidade e crescem sem saber o sentido da vida. E serão tristes e medrosas, emocionalmente vazias e ao mesmo tempo agressivas e com raivas reprimidas. A desnutrição é uma constante entre as crianças do interior do Norte e Nordeste, onde o progresso não chegou e onde não há a mínima condição econômica de a criança se alimentar bem. Milhares de crianças são hospitalizadas todos os anos com infecções das mais variadas e desidratação aguda. Graças à saudosa Dra. Zilda Arnes, com a criação do soro caseiro, milhares de vidas foram salvas. Vamos esperar. Esperar é viver. É preciso que os pais pobres e ricos, os nossos governantes, cada qual desempenhando bem o seu papel, possam oferecer a este ?tesouro? que é a criança o melhor para o seu futuro, para que ela desamparada não entre no ramo das drogas e se perca para sempre.