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Opinião

A grande miss�o de ser m�dico

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Hoje é o Dia do Médico. Há 53 anos tive a imensa alegria de receber o meu diploma ao lado dos meu quatorze inesquecíveis colegas de turma. Foi uma noite grandiosa aquela do dia 15 de dezembro de 1962 no auditório da Ufal, na Praça da Faculdade. Realização pessoal indescritível. O mundo da década de 1960 está cada vez mais longínquo, e a célere corrida, neste início de século, vem deixando marcas profundas, particularmente na área médica que enfrenta fantásticos desafios, traumatizantes, até. Antigamente haviam os institutos isolados, IAPI, IAPB, IAPETC, IAPM, IAPC, etc., e a figura do indigente. Todos eram muito bem atendidos não só pelos médicos como pelos hospitais. Havia uma satisfação geral. Surgiu, então a Previdência Social e o Ministério da Saúde, como órgãos máximos no Brasil, ficando cada vez mais longe dos verdadeiros objetivos da saúde brasileira. Hoje o órgão da saúde conhecido de todos nós é o SUS que atua junto à população e, a duras penas, oferece sua assistência médica que não é aquela que o povo quer ou merece receber. E o médico de hoje, salvo raríssimas exceções, perde-se em meio à luta pela vida, girando atordoado entre pacientes, hospitais, postos de saúde, consultórios, reuniões cientificas, restringindo frequentemente sua vida pessoal e familiar. Mas, apesar de tudo, dos vencimentos minguados e sem condições de trabalho, o médico ainda detém em suas mãos uma das mais importantes, se não o maior de todos os desígnios, que á a sua capacidade de curar. Ninguém pode negar ser ainda o médico o guardião da vida, o defensor do homem contra as agressões e que está sujeito. E a despeito das múltiplas dificuldades, das greves que em última hipótese é obrigado a participar como forma de protesto em razão de seus vencimentos muito atrasados, é exatamente com ele, o MÉDICO, que o indivíduo enfermo conta para amenizar a sua dor, e dele vai sempre a mão firme a puxá-lo para a vida. Hoje é também o Dia de São Lucas, o padroeiro dos médicos. Este grande santo terminou o seu curso médico na Grécia e foi exercer a medicina em Roma 46 anos após a morte de Jesus. Portanto, ele não conheceu pessoalmente o Cristo. Seus evangelhos foram escritos através de informações de pessoas em que ele confiava. São Lucas dizia: ?A medicina é eterna e vive da dor e do sofrimento humano?. Meus parabéns a todos os colegas médicos de Alagoas. Lembro-me das palavras do grande clínico Clementino Fraga: ?Bem aventurados os que amam e Medicina e fazem dela a razão de ser de sua vida?.

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