Opinião
O JURAMENTO DO SACERDOTE
Quando jovem, ainda enfrentando o segundo grau, hoje chamado de Ensino Médio, recebi o convite de um amigo que estava terminando sua formação superior. Dentro do convite havia uma parte que apontava para o juramento. Não entendia nada sobre o porquê do juramento, até que o presencie na colação de grau de sua formatura. Todos nós, quando nos formamos e antes de exercemos um ofício profissionalizante, temos que fazer um juramento. Esse juramento não é nenhuma brincadeira de criança e engloba grandes compromissos e responsabilidades para com o bem estar do próximo. Você que já se formou e exercer sua profissão, já passou por esse juramento. Como se sente em exercê-lo dia a dia? Certamente aqueles que o fez com amor tem prazer e alegria na vida e o executa para o bem daqueles que necessita de seus trabalhos. Contudo, nossos juramentos nesse mundo é passageiro e tem seu limite. Na carta aos Hebreus, lemos a respeito do oficio do Sacerdote. Este também realizava seu oficio no templo, ordenado pelo próprio Deus, para o bem do povo. Mas esse oficio muitas e muitas vezes era impedido de ser exercido, por causa da morte. Como diz a Bíblia: ?Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número...são impedidos pela morte de continuar? (Hb 7.23). Então, para não ficarmos sem o benefício do oficio sacerdotal, surgiu um sacerdote por excelência, enviado pelo próprio Deus. Sim, Jesus, foi feito sacerdote por nós, superior a aliança, ofereceu-se a si mesmo, na morte de cruz, a fim de cumprir, sem falhas, e perfeitamente seu juramento para com o seu oficio sacerdotal. A Bíblia é clara ao dizer: ?Jesus, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre? (Hb 7.24-28). Que ao exercemos nosso oficio nesse mundo, lembremos do nosso juramento e o façamos com responsabilidade e compromisso para o bem do próximo. E não esqueça que todo e qualquer juramento somente pode ser perfeitamente cumprido, com amor.