Opinião
Os vendedores de pixuleco
Voltando um pouco no tempo, recordamos os espetaculares assaltos, roubo de toda a espécie, milhões de dinheiro, dólares ou reais, joias de inestimável valor, barras de ouro e obras de arte. Cada organização criminosa tinha a sua peculiaridade para a prática de furtos monumentais. Bruce Reynols, considerado o ?cérebro? do famoso assalto ao trem pagador de Glasgow na Escócia, conseguiu levar US$ 3,5 milhões sem usar uma arma em 1963; em Londres no ano 1983 seis homens invadiram os cofres do Aeroporto de Heathrow e levaram US$ 41 milhões. Já em 2005 Fortaleza foi palco do famoso assalto ao Banco Central, onde um túnel com iluminação e ar-condicionado, bandidos se apossaram simplesmente da quantia de R$ 160 milhões; 2006 foi a vez do maior roubo da história britânica, o famoso caso do kent Securitas Depot, US$ 85 milhões; no Museu de Boston dois homens vestidos de policiais enganaram os guardas e roubaram simplesmente US$ 300 milhões em obras de arte. Uma ação ousada e de grande repercussão no mundo inteiro em 1990. No Iraque aconteceu o maior roubo a um banco na história mundial pouco antes dos americanos bombardearem Bagdá. Saddam Hussein assinou um documento e mandou seu filho retirar todo o dinheiro da instituição financeira estatal, estimado em US$ 1 bilhão. No Brasil de hoje, o esforço e risco para grandes assaltos com aparatos bélicos, túneis e fugas perigosas, é coisa para bandido chinfrim. Foi institucionalizado o roubo do colarinho branco com características de modernidade, avançada tecnologia que facilita a imediata remessa da grana para paraísos fiscais. Surgiram ?Os vendedores de Pixuleco?, (a antiga propina), o mais cobiçado produto do mercado republicano na atualidade. Antigos operadores clandestinos de câmbio, que agora acenderam a parceiros de bancos internacionais. Trafegam com desenvoltura pelos corredores do poder, têm acesso fácil a importantes gabinetes. São valiosos elos entre corruptos e corruptores. Em geral falam dois idiomas, principalmente o francês e espanhol para facilitar negócios e transações com bancos Suíços. É tamanha a competência dos novos executivos, vendedores de pixuleco, que, em parceria com a diretoria da empresa orgulho do país, atraíram poderosos clientes e fizeram o maior roubo da história da bandidagem mundial, estimado em R$ 70 bilhões, o famoso Petrolão.