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Levantamento elaborado pelo Banco Mundial coloca o Brasil em 116º lugar no ranking que avalia a facilidade de fazer negócios. Chamado ?Doing Business 2016: Medindo Qualidade e Eficiência?, o estudo leva em consideração fatores como a facilidade de abrir empresas, obter crédito e conseguir eletricidade. Começar um negócio no Brasil de fato é uma maratona. Demora 83 dias e são necessários 11 procedimentos. No México, país da América Latina mais bem colocado no levantamento, na posição 38ª posição, abrir um negócio demora 6,3 dias. Em outros indicadores isolados, que são considerados no conjunto para a elaboração do ranking geral, o Brasil também ocupa posição ruim. No item conseguir permissão para construção, o País fica em 169º, demorando em média 425,7 dias. Em registrar uma propriedade, está na classificação 130 do ranking, demorando em média 31,7 dias. Na questão de tributos, o Brasil é um dos países com a maior carga do mundo. Além do peso dos impostos, o emaranhado da legislação confunde até mesmo os especialistas no assunto. Em um primeiro momento, essa impressão acaba afastando o investimento de companhias do exterior. Empresas estrangeiras se assustam com a complexidade das leis brasileiras, em especial a legislação trabalhista. Em fevereiro deste ano, o governo lançou o programa Bem Mais Simples, uma tentativa de diminuir a burocracia e facilitar o ambiente de negócios no País. Para melhorar a eficiência da gestão pública e a vida do cidadão, o programa apresenta cinco diretrizes: eliminar exigências que se tornaram obsoletas com a evolução tecnológica; unificar o cadastro e a identificação do cidadão; permitir o acesso aos serviços públicos em um só lugar; guardar informações dos cidadãos para consultas; além de resgatar a fé na palavra do cidadão, substituindo documentos por declarações pessoais. A iniciativa é importante e se soma a outras medidas tomadas nos últimos governos para mudar essa realidade, mas ainda há muitas barreiras para tornar o ambiente de negócios no Brasil mais favorável aos empreendedores. É preciso que seja complementado com a simplificação tributária. É preciso, principalmente, superar uma cultura administrativa extremamente burocrática e arraigada às nossas práticas diárias.

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