Opinião
Valores, cultura e ci�ncia: uma perspectiva de transi��o
Alagoas volta a desfrutar dessa festa de preciosa cultura, ensejando uma oportunidade especial para os alagoanos. Destaca-se a Bienal - Alagoas, no período de 20 a 29 de novembro, promovida pela Edufal, com participação do Centro Espírita William Crookes ? Livraria Emmanuel. Reputamos ser a mais expressiva presença da cultura, da filosofia, da ciência, da literatura, da educação e múltiplas outras áreas. Em verdade, presume-se uma demanda ainda mais diferenciada, apesar da ausência de estatísticas. Pressupõe-se a relevante importância desse evento em função do estímulo ponderável no contexto cultural, num Estado em que rareiam Bibliotecas. Apesar da internet, ler, escrever, ser compreendido é uma faceta desse nossos tempos cruzados de comodidades. Verificam-se hábitos de leitura ainda nascentes, associados a um panorama culturalmente limitado. Faixa de analfabetismo expressiva representa desafios aos limites sociais, políticos e culturais; constituem aspectos, mostras inerentes ao atraso da educação básica em Alagoas. A nova geração que namora a informática sobressai representativa, mas culturalmente é potencial de conquistas parciais. Ademais, a convicção da força criativa do homem, a aprender que o mundo não foi feito à base da presunção, à matroca, mas irrompendo ao longo da história! A Bienal representa nova faceta, uma possibilidade de avanço com o beneplácito da sociedade, a se ombrear com uma etapa maior, fator predisponente à conjugação de esforços político-educativos. Significa, sobretudo, uma consciência ética, a ampliar nossas possibilidades como discípulos modernos do Evangelho. Evidencia-se esse potencial objetivo, a visão e as lições inerentes à riqueza do conhecimento em áreas relativas à matemática, mercados futuros... além de livros, a exemplo do ?Longa Marcha dos Grilos Canibais? ? pesquisa realizada com apoio da USP ? Grupo Votorantim, a poesia de Jorge de Lima ? psicografado por Chico Xavier. Historicamente, por fim, vale enaltecer a dimensão humana peculiar, expressa por Malroux (Conférences de L`Unesco, 1946), um texto acerca de expectativas geradas por um novo século: ?No fim do século XIX, a voz de Nietszche retomou a frase antiga ouvida no arquipélago: Deus morreu!... e tornou a dar a essa frase acento trágico. Muito bem se sabia o que isto queria dizer: queria dizer que esperava o reinado do homem. O problema que hoje se nos põe é saber se o homem está ou não morto nesta velha terra da Europa. Se a questão se põe agora, nós sabemos as principais razões dela. Em primeiro lugar, o Século XIX teve um esperança enorme na ciência, na paz, na dignidade. Tinha-se como coisa certa, há cem anos, que toda a esperança que trazia consigo a humanidade de então levaria invariavelmente a um conjunto de descobertas que serviriam os homens, a um conjunto de pensamentos que serviriam à paz, a um conjunto de sentimentos que serviriam à dignidade?.