Opinião
As crises humanas do crist�o
De acordo com estudiosos no desenvolvimento humano, as crises e conflitos se iniciam deste a tenra infância, isto é, desde o seu nascimento. Este fato nos coloca em uma constante luta por toda a vida e existência nesse mundo. Gostamos sempre de construir nossos sonhos e não reconhecemos que muitos deles ficarão inacabável. Isso faz parte da existência humana e é para todos. Um importante estudioso no desenvolvimento humano, Erick Erickson, teorizou o desenvolvimento humano em estágios de crises, que nos levam para duas saídas ou polaridades, desde a infância até a idade mais avançada. O primeiro estágio ou crise, inicia-se no nascimento e vai ate aos 17 meses de idade. Nesta fase a criança, segundo E. E., enfrenta e vive entre a confiança e desconfiança para com aqueles que são seus cuidadores. Daí a importância de como pai ou mãe ajudamos os pequeninos seguirem e desenvolverem a confiabilidade, o que é indispensável para o desenvolvimento futuro. A segunda crise, iniciada aos 18 meses e provavelmente superada aos 3 anos, nos coloca na polaridade da autonomia ou dúvida e vergonha. Sendo importante que o ambiente e o convívio nos leve à autonomia, para que esteja pronto para o próximo estágio, que nos leva a enfrentar a crise que nos deixa entre a inciativa e culpa, que se não for superada essa última nos pode trazer dificuldade para a fase do próximo desenvolvimento. Erickon nos coloca diante da quarta crise, que toma o período dos 06 anos até aos 12 anos. Nessa fase a criança enfrenta e vive entre a produtividade e inferioridade. Importantíssima que seja superada para que chegue saudavelmente a próxima fase, iniciada a partir dos 12 anos, a qual o autor considera como o período crucial para os jovens, pois aqui desenvolve e constrói a sua própria identidade. Nesta quinta fase o conflito é vivido entre identidade e crise de papeis. Na sexta crise se enfrenta, intimidade e isolamento; na sétima a generatividade e estagnação; fechando com a última e oitava crise, que nos deixa entre a integridade e desesperança. Todas essas crises nos mostram que no desenvolvimento humano teremos um resultado positivo para vida se superadas, porém, por outro lado, nos trará consequências desagradáveis se não superadas as partes da polaridade negativa, ou seja, nos deixar levar pelo caminho de tudo o que nos causa fragilidade, quer psicológico, emocional e social. Na vida cristã, também vivenciamos crises constantes em nossa vida e no desenvolvimento e crescimento espiritual, e para que estas sejam superadas e nos traga resultados positivos é necessário desde nosso nascimento seguir a orientação do sábio Salomão em provérbio, capítulo 22 versículo 6 que diz: ?Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele?. Então posso concluir, com as palavra de Jesus: ?Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim? (Jo 14.6), ditas a todos os seus discípulos, especialmente a Tomé, que estava ao meu ver, enfrentando o conflitos da última fase, integridade e desesperança.