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Em defesa do mais elementar das mulheres brasileiras

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No marco preparatório da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, essa mobilização anual que já conquistou a adesão de cerca de 160 países, foi lançando o Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), com o apoio do escritório no Brasil da ONU Mulheres, da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. O Mapa, que conta com a bem cuidada coordenação do sociólogo Julio Jacobo, aponta que entre 2003 e 2013, o número de vítimas de homicídios do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, um incremento de 21,0% na década. Essas 4.762 mortes em 2013 representam 13 homicídios femininos diários no país. Os feminicídios essa expressão extrema de violência misógina, ou seja, do ódio e a repulsa às mulheres ou contra tudo o que seja ligado ao feminino, atinge de modo desigual e seletivo as mulheres brancas e as negras, reproduzindo o padrão seletivo racial encontrado também na violência homicida contra os jovens no Brasil. Nos dez anos abrangidos pelo estudo, de 2003 a 2013, ocorreu o espantoso aumento de 54% no número de homicídios de mulheres negras, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. No mesmo período, a quantidade anual de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, saindo de 1.747 em 2003 para 1.576 em 2013. Os subsídios trazidos pelo Mapa, para além de um diagnóstico centrado em números frios, pretende contribuir com o debate político urgente sobre a necessidade da ampliação das políticas públicas que assegure a proteção do mais elementar e principal Direito Humano das Mulheres Brasileiras: O Direito à Vida.

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