loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Le�o insaci�vel

Ouvir
Compartilhar

Segundo estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), divulgados pelo jornal Folha de São Paulo, o brasileiro trabalha quatro meses por ano só para pagar impostos, confirmando a máxima de que, no Brasil, o contribuinte comum ?paga tributos como Primeiro Mundo e recebe retorno como Terceiro Mundo?. Dura verdade. Pelos dados do IBPT, no ano passado a rapina do governo federal ultrapassou os próprios limites, com a carga tributária atingindo o recorde em todos os tempos. Em 2002, a carga tributária brasileira alcançou 36,45% do Produto Interno Bruto (PIB), depois de uma escalada de crescimento sem interrupção nos últimos seis anos. Pelos cálculos, Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, ?é uma realidade preocupante, porque de cada mil reais que o brasileiro ganha, ele paga R$ 364 para o governo em forma de impostos?. O presidente do IBPT esclarece que o brasileiro trabalha precisamente quatro meses e 13 dias para pagar somente os tributos. Além disso, Gilberto Luiz do Amaral acrescenta que outros dois meses e meio de trabalho são destinados ao pagamento de serviços que deveriam ser prestados pelo governo, como saúde, educação, segurança, manutenção de estradas e assim por diante. A pesquisa dimensiona com rigor matemático algo que os orçamentos domésticos dos brasileiros e brasileiras já sabe por dor própria. Em linguagem popular, assim o instituto traduziu a conta: ?Até 13 de abril a gente trabalha para pagar os impostos, até o fim de julho trabalha para pagar o que o governo deveria oferecer como serviço público. Restam cinco meses para comprar alimentação, vestuário e lazer. Não sobra nada para investimento, por isso a população não tem condições de poupar?. Os 36,45% de carga tributária pagos no Brasil estão bem acima do montante cobrado em países vizinhos como o Chile (22%) e a Argentina, que antes da crise contabilizava uma taxa de 15%. Em países desenvolvidos, como Japão, Canadá e Estados Unidos, as cargas são de 21%, 31% e 29%, respectivamente.

Relacionadas