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Opinião

“Mea culpa, mea maxima culpa”

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A nossa marca como sociedade é desestimulante se preferirmos olhar pelos números que se repetem a cada nova avaliação. Estamos negativados em tudo, só não podemos continuar omissos diante da realidade, braços cruzados debruçados na janela vendo a banda passar. Reagir é preciso, cobrar é obrigação, punir com a arma do voto os eternos aproveitadores. Contraditoriamente, Alagoas é o único estado do Nordeste que teve o privilégio de reunir no topo do poder o maior número de autoridades, fato raro para uma região esquecida, pobre, discriminada, sem expressão política no cenário nacional. Mas quis o destino que a República resplandecesse justamente pelo destemor de um alagoano, o Marechal Deodoro. Fomos além, a história nos brindou com três conterrâneos mandatários maiores dessa grandiosa nação. Vários ministérios estiveram sob o comando de conterrâneos como Integração social, Justiça, Ação Social, Turismo e muitas outras poderosas instituições no âmbito nacional também geridas por gente aqui da casa. Somem-se os anos de reeleição dos mesmos parlamentares para o Congresso Nacional, incluindo Presidência da Câmara e Senado, repetidas vezes. Contar a realidade dessa história é reviver com tristeza um passado e um presente que machucam muito. Ou simplesmente refletir no que disse Anne Eleonor Roosevelt, primeira dama dos EUA, há pelo menos 75 anos: ?Se alguém trai você uma vez, a culpa é dele. Se trai duas vezes, a culpa é sua?. Infelizmente continuamos nos arrastando para sobreviver graças às políticas sociais nunca tratadas com seriedade para nos tirar da lanterninha ou lideranças indesejáveis. 27º lugar no ranking do IDEB, o pior IDH do Nordeste, os piores índices na saúde pública, líder em criminalidade por anos a fio, entre os primeiros colocados em violência contra a mulher, a segunda maior taxa de mortalidade infantil do país e a segunda menor expectativa de vida ao nascer, segundo o IBGE. Triste sina para um Estado abundante em maravilhas naturais, colírio para os olhos dos visitantes, riquíssimo em arte popular, majestoso no seu folclore, encantador pelo invejável patrimônio histórico.

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