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A sa�de em decl�nio no Brasil

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Os médicos brasileiros estão cada dia mais preocupados com a dificílima situação da maioria de nossa população que, a cada momento, vai ficando mais distante de um atendimento médico e hospitalar condigno com a pessoa humana. E o médico sozinho não consegue resolver o problema. Há anos, falar em saúde pública no Brasil significa falar em superlotação em hospitais, filas intermináveis, doentes nas portas dos postos de saúde, falta de recursos materiais e humanos, enfim, um drama terrível. O problema é antigo. Só agora, mais do que nunca, ele está precisando de soluções que não estão vindo. O pobre, o idoso, a gestante, espalhados por esse imenso Brasil, e que fazem parte daqueles 80% que dependem exclusivamente do SUS, estão em desespero, muitos morrendo na rua. É que o sistema público de saúde encontra-se falido. Eis a questão. Eis o problema. O que fazer? Aqui em Maceió apenas um exemplo encontra-se no Hospital N. S. da Guia, no Poço, que já foi citado como referencia nacional em atendimento pelo SUS, para acolhimento de gestantes e cirurgias de criança. Atendimento precioso, humano e superperfeito. De repente, lá vem a tempestade: verbas cortadas, riscadas do programa, cirurgias anuladas de crianças aflitas e os dedicados médicos e funcionários daquele hospital em desespero. Um verdadeiro absurdo. Dr. Humberto Gomes de Melo, provedor da Santa Casa e o dr. Luciano Tenório, dedicadíssimo cirurgião pediatra, têm imenso orgulho da missão notável que aquele hospital sempre desempenhou em benefício da população pobre do nosso Estado. Eles estão vivendo um verdadeiro pesadelo. Até quando iremos esperar? Para onde vamos? Para onde irão essas centenas de crianças aflitas e precisando de socorro? Nosso querido País encontra-se numa situação de angústia e seu povo sofrendo com inflação, cheio de desempregados e até os convênios particulares em conflito com os médicos e seus associados pela dificuldade de um entendimento econômico que possa satisfazer ambos os lados. Não sabemos o rumo do Brasil daqui por diante; a tristeza é que o governo faz cortes e mais cortes no orçamento e lá se vai o destino da saúde. Acrescente-se a isso o aumento da população e a mudança do perfil das doenças, a quebra do sistema imunológico do brasileiro com tanto estresse e o surgimento das doenças em consequência. O Conselho Regional de Medicina, a Sociedade de Medicina e o Sindicato dos Médicos de Alagoas batalham com coragem para a felicidade do povo e dos médicos. Vamos esperar! A tristeza é se continuarmos assim.

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