Opinião
Jubileu da miseric�rdia
No dia 8 de dezembro, começa um Ano Santo proclamado pela Igreja Católica em todo o mundo. Este período acontece em virtude de um jubileu que geralmente tem a periodicidade de 25 ou 50 anos para ser celebrado, contudo, por vontade do Papa Francisco, foi antecipado e então é realizado em caráter extraordinário! Uma novidade, característica de um Pontífice que tem impressionado pelos gestos e propostas. Um tempo de graça que já pode ser sentido a quem imerge na misericórdia de Deus. Quando li o decreto de proclamação do Jubileu fiquei encantado com as colocações e também me pus em reflexão sobre o atributo divino da misericórdia. No documento há uma referência à vocação de São Mateus. Cobrador de impostos e por isso considerado pecador público, encontrou resistência ao ser chamado por Cristo para uma vida nova. De fato, quantos de nós julgamos nossos irmãos e achamos que talvez nada de bom possa ser encontrado em seu coração! Fica-nos um preconceito que pode servir de impedimento à ação transformadora do Senhor dos céus! Mas, Cristo, ao olhar aquele homem tão envolvido nas práticas materialistas do mundo, o chamou a um novo! Então, no documento, o Sumo Pontífice fala que São Beda ao comentar esta cena do Evangelho, escreveu que Jesus olhou Mateus com amor misericordioso e escolheu-o: miserando atque eligendo. Resultado, Francisco tomou este frase por seu lema por se sentir impressionado com a mesma. Isto pode ser visto no brasão que foi confeccionado quando foi eleito Papa. Outra novidade deste Jubileu é que a Porta Santa, aberta sempre em Roma, terá a possibilidade de cada diocese também abrir uma em sua localidade, na Catedral, concatedral ou algum Santuário. Isto possibilitará a facilidade de acesso e imersão na proposta do Ano Santo para todo o povo de Deus. Em Maceió, a abertura da Porta da Misericórdia acontecerá na Catedral no dia 20 de dezembro, às 10h. Quem se encontra com Jesus percebe que ele é o rosto de misericórdia do Pai. Somos profundamente envolvidos num amor que de tão intenso, nos modifica! A alma amada é no amado transformada, já dizia São João da Cruz. A Igreja se sente impelida em anunciar isso de forma explicita. Diante de tantas guerras, do terrorismo instaurado, a misericórdia se torna um grito dado por muitos, que ecoa em nossos corações e no de Deus. Nada mais oportuno para este tempo.