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Volta � pr�-hist�ria

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O contingenciamento de R$ 11,2 bilhões de reais imposto pelo governo Dilma Rousseff (PT) para evitar que a gestão afronte a Lei de Responsabilidade Fiscal poderá interferir até nas eleições municipais de 2016. Caso o Congresso Nacional não aprove nos próximos dias a nova meta fiscal da União, em algumas zonas eleitorais brasileiras a votação deixará de ser eletrônica e voltará a ser em cédulas impressas. Será, sem dúvida, um retrocesso e tanto. O voto eletrônico começou a ser implantado em 1996, em alguns municípios, e hoje está presente em todas as seções eleitorais do País. Com o sistema informatizado, acabaram-se algumas práticas fraudulentas, como o ?voto formiguinha?, o ?voto carbono? e a adulteração dos resultados nos mapas de votação, durante o processo de escrutinação. Além disso, permitiu agilizar tanto o processo de votação quanto de contagem dos votos. É claro que, desde o início, o voto eletrônico suscitou suspeitas quanto à sua confiabilidade. A principal falha apontada refere-se à possibilidade de desvio eletrônico de votos, sem deixar pistas. Entretanto, apesar da desconfiança e das teorias da conspiração, nunca houve provas concretas de fraude. Agora, por decisão do Congresso, essa falha será corrigida. A partir da eleição de 2018, o voto continuará sendo feito na urna eletrônica, mas o equipamento imprimirá o registro do voto, que deverá ser checado pelo eleitor. Depois, o recibo será depositado automaticamente em uma urna física lacrada e ficará sob poder da Justiça Eleitoral. O eleitor não poderá levar o documento impresso para casa. A impressão de votos é muito importante para auxiliar em auditorias da Justiça Eleitoral, possibilitando a comparação dos votos da urna eletrônica e da urna física em caso de suspeita de fraude. É mais difícil corromper o resultado quando se usam meios impressos e eletrônicos de voto. Essa medida foi um grande avanço para a democracia, pois o voto eletrônico deve ter condições de ser auditado. Juntamente com a identificação biométrica, a impressão do voto tornará o sistema mais eficiente e confiável. Caso se confirme o retorno à votação de papel no ano que vem, o Brasil estará dando um gigantesco passo para trás. Será uma volta à pré-história e um prato cheio para políticos acostumados a se eleger por meio escusos.

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