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Engenharia alagoana (IV)

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VINÍCIUS MAIA NOBRE q Josué Palmeira Magalhães, o Jota, como era mais conhecido no meio de seus colegas e companheiros de trabalho, foi, sem sombra de dúvida, um dos engenheiros que mais executou obras de saneamento básico em Alagoas. Nascido em 19 de dezembro de 1937, teria feito 65 anos no mês em que faleceu, dezembro (dia 12) próximo passado. Deixou uma grande lacuna no meio de todos nós, principalmente em sua família ? Kátia, sua companheira de Casal e esposa, juntamente com sua única filha, Patrícia. De temperamento calmo, tímido, franzino de físico, quem à primeira vista conhecesse aquele engenheiro, não julgaria que fosse tão inteligente e um exemplar funcionário da nossa empresa de saneamento. Foi, como conhecemos, um verdadeiro ?tocador de obras??. Ainda como estudante, conheci o Jota em 1964, ano em que se graduou pela Escola de Engenharia. Fui seu professor e notei, de imediato, o seu senso prático de técnico que reservava uma imensa vontade em se desenvolver e ser útil à comunidade carente. Admitido na Companhia de Abastecimento d? Água e Saneamento de Alagoas (Casal), em janeiro de 1965, foi um verdadeiro desbravador do nosso semi-árido quando participou da implantação do Sistema Coletivo da Bacia Leiteira, construída por administração direta da companhia, entre 1967 e 1970. Novamente sob o mesmo regime de execução, implantou o Sistema Coletivo do Agreste (Bacia Fumageira), entre 1970 e 1974, e o Sistema Coletivo do Alto Sertão, entre 1976 e 1978. Foram tempos difíceis para o jovem técnico, principalmente aqueles quando foi executada a adutora da bacia leiteira! Poucos aceitavam as condições adversas de trabalho, mas o Jota lá estava, dando exemplo a todos os seus comandados. Lembro-me da observação que ele me fez quando, em companhia do coronel Bentes, visitamos o prosseguimento dos serviços em Jacaré dos Homens, no ano de em 1969. Almoçamos na casa do prefeito do município e, lá, o sistema já fornecia a chamada água encanada. No lavatório colocado na sala, o dono da casa lava as mãos. ?Professor, veja como está arraigado o costume de economizar água. Ele abre a torneira, molha as mãos, fecha a torneira, passa o sabonete e só depois enxágua. Cioso de sua formação, não se descuidou em se atualizar, fazendo curso sobre equipamentos moto-bomba e estações elevatórias, na Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade de São Paulo; pela Sudene, o curso de programação de obras; pela Ufal, o de Aperfeiçoamento em Saneamento; pela Associação Brasileira de Saneamento Básico (Abes), no Rio de Janeiro, realizou curso sobre Radiografia Industrial, inspeção de tubulações de aço e proteção catódica; e pelo Instituto Brasileiro do Petróleo ? São Paulo, concluiu o curso de Lubrificação e Lubrificantes. Dotado de verdadeiro sentimento público, jamais aceitou trabalhar fora de sua Casal. Lá exerceu a Superintendência dos Escritórios Regionais da Bacia Leiteira, Palmeira dos Índios, Delmiro Gouveia; foi chefe da Seção de Manutenção Eletromecânica, da Seção de Operações de Maceió, Seção de Obras, do Departamento de Produção; assessor da Diretoria de Operações, Diretor de Operação (de março de 1983 ao mesmo mês de 1987). Foi, também, superintendente metropolitano da Capital e assessor-técnico da Diretoria de Operação, quando, já com a saúde debilitada, aposentou-se em 1º de junho de 1997. Realizar obras de saneamento ? tais como coleta de esgotos e abastecimento d?água ? é, a meu ver, sumamente gratificante para quem as realiza. As estatísticas provam que ações em saneamento básico revertem na melhoria da saúde, principalmente da população mais desassistida. Não devemos esquecer aqueles que em vida deram tudo de si por uma causa! Alagoas deve ser reconhecida aos seus dedicados funcionários. Lembro, aos que fazem a Casal, em prestar uma homenagem ao engenheiro Josué Palmeira Magalhães, dando seu nome a um dos sistemas coletivos executados com sua participação. (q) É ENGENHEIRO

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