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Deu-se a partida

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Uma crise econômica não se instala do dia para a noite. Também não a debelaremos da noite para o dia. Vai carecer de tempo, muito tempo, para que consigamos sair deste buraco no qual o atual governo com seu partido colocaram nosso país. Cada dia que passa sem que sejam tomadas providências concretas para ir estancando essa corrida desenfreada para o caos, mais difícil vai ficando a recuperação. A irresponsabilidade de nossos congressistas, assistindo a esse desastre econômico de braços cruzados, mas com as mãos estendidas para receber as benesses do governo, vai lhes custar muito caro. A eles e, principalmente, a todo o povo brasileiro. Enquanto escrevo esse artigo, recebo a notícia de que o congresso aprovou a revisão da meta fiscal, dando ao governo carta branca para findar o ano com um rombo nunca visto de R$ 120 bilhões de reais. Em qualquer país de conduta séria, toda essa administração corrupta e incompetente, que só tem um projeto, que é o de poder, já teria sido enxotada de seu trono. Mais uma vez, afirmo: não adianta aumento de impostos, sejam eles quais forem, se continuarmos com esse modelo bolivariano de governo. É dar mais mel para se lambuzarem. Precisamos de uma nova gestão que seja, acima de tudo, eficiente, que incremente uma governança de excelência, com transparência nos gastos, certa de que são deveras escassos os recursos públicos. Para tanto, é vital, antes de mais nada, diminuir o tamanho do estado. Qual a necessidade do país possuir um número incontável de bancos públicos e estatais de todos os naipes, a não ser para servir de cabide de emprego para a ?cumpanheirada? e estimular esse torrencial desvio de bilhões de reais da corrupção? Como se não bastasse o ainda grande número de ministérios. Para se ter uma ideia do que representou alguns deles, citemos apenas o da Pesca, criado para gáudio da base aliada. Em outubro de 2011, sob o título ?O mistério da multiplicação dos pescadores?, o jornalista Gil Castello Branco em ?O Globo?, denunciava o escandaloso aumento do número de profissionais da pesca entre 2003 e 2011. Saltou de 113 mil para 553 mil. Em 2015 estima-se que o total de beneficiários chegou a um milhão, despendendo R$ 3,4 bilhões de reais. Tudo por causa do ?seguro-defeso?, ou seja, ?bolsa pescador?. Mais uma bolsa para compra de votos. Está na hora de repensarmos o Brasil. E para isso, nada melhor que a notícia que me chega: o processo do pedido de impedimento da presidente, já foi aberto na Câmara dos Deputados. Deu-se a partida.

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