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Opinião

Uma sa�da da crise pela via democr�tica

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Em dezembro de 1917, Lênin fez uma conclamação pública para ?uma guerra de morte contra os ricos?. Nas ruas cidadãos produtivos despojados de suas residências varriam calçadas e vendiam fósforos para sobreviver. À Revolução Bolchevique surgida apos a Grande Guerra, seguiu-se uma Guerra Civil, levando-a ao ?Comunismo de Guerra?. Em 1921, o ?Comunismo de guerra? foi substituído pela Nova Política Econômica , que readmitiu alguma atividade privada na Rússia soviética e pôs um fim temporário aos surtos de fome e escassez de produtos. Foi então produzida a primeira vodca comunista, dois pontos percentuais mais forte do que a vodca tsarista ? 42%% em vez de 40%.Uma piada circulava ?Precisamos mesmo de uma revolução sangrenta como essa só por causa de 2%??. A produção industrial e agrícola soviética recuou para os níveis de antes de 1917. Mas, um comissário do Partido em um evento público tentou explicar como seria o comunismo: ?Haverá fartura de todas as coisas ? comida, roupas,todo tipo de produto e será possível até viajar para o exterior!?. ?Ah!? disse uma velha senhora, ?Como nos tempos do tsar!?. O primeiro dos incontáveis livros de piadas sobre o comunismo escritos clandestinamente pelos que sofreram sob o regime, foi O Kremlin e o povo, do refugiado Yevgeny Andreivitch, publicado em Munique em 1951.Ele afirmava que uma piada política costumava ser a única arma disponível para os que viviam sob um regime totalitário. O regime soviético (como demais países comunistas da Cortina de Ferro) caiu porque seus cidadãos ansiavam por liberdade e por democracia, como igualmente, pela imensa discrepância entre o desenvolvimento apresentado pelo Ocidente democrático em comparação com os atrasos e as pobrezas totalitárias. A Argentina empossou Macri, presidente que tem uma visão racional do mundo: antagônica à do populismo autoritário dos Kirchner, que devastou a economia do único país que era rico e empobreceu no século 20. A Venezuela afastou de forma avassaladora, pelo voto, o populismo neo-socialista bolivariano de Chaves, que destruiu a economia do país. Estatismo, populismo e inadmissão dos princípios básicos da economia,nos levaram à enfrentar a maior crise econômica e social de nossa História recente. Assim, o Programa Econômico do PMDB, amparado no racionalismo, no pragmatismo, atrelados à contemporaneidade, acena para uma possível saída constitucional e democrática. Política diplomática e economicamente equilibrada, similar à defendida no Congresso pelo Senador Collor.

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