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Diamante: transformando escassez em abund�ncia

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Recentemente, a empresa ?Diamond Foundry? anunciou ser capaz de fazer crescer, de forma eficiente, diamantes reais e perfeitos (até nove quilates) em somente duas semanas de trabalho em laboratórios. Segundo Peter Diamandis, CEO da Singularity University, esta novidade pode ter forte impacto no futuro da disponibilização de avanços tecnológicos, cruzando, no caso de diamantes, a barreira da escassez em direção à abundância plena. A credibilidade do anúncio acima depende do nível do ceticismo de cada um, mas, aos mais incrédulos, é bom recuperarmos a lição do alumínio. Em certa ocasião, conta a história, um artesão teria procurado o imperador Tiberius ? conhecido por ter acontecido durante o seu reinado a crucificação de Jesus na Palestina ? para presenteá-lo com um prato feito de um material brilhante, duro e incrivelmente leve. O imperador ficou surpreso, admirado e também ciumento do poder do artesão. Prevaleceu o último sentimento e o artesão foi, por ordem de Tiberius, decapitado imediatamente. Consta que o surpreendente metal nada mais era do que o alumínio e, consequentemente, a decapitação atrasou o seu conhecimento por mil e oitocentos anos, dado que o alumínio somente reapareceu no começo do século XIX, quando se transformou rapidamente no mais valioso metal da época. A escassez do alumínio vem do processo químico a ele associado. Curiosamente, depois do oxigênio e do silício, o alumínio é, de fato, um dos mais abundantes elementos na crosta terrestre. Historicamente, o alumínio puro era tão difícil de ser separado da bauxita que ele se tornou tão raro e valioso como o ouro e platina. O diamante é uma das formas alotrópicas do elemento carbono, tal qual o grafite, o amorfo ?papel carbono? ou os mais recentes buckyballs ou nanotubos. O diamante decorre da forma cristalina própria com estrutura cúbica estável em pressões acima de 60 kbar, seja por ação da natureza ou sintetizada industrialmente. Da mesma forma que a eletrólise fez o alumínio migrar de raro para abundante, a Google propiciou o acesso à informação plena, instantânea e gratuita. Similarmente, os celulares fazem a comunicação ser abundante ou a energia solar um dia propiciará energia acessível e ilimitada. Em suma, de acordo com Peter Diamandis, tecnologia contemporânea é essencialmente um mecanismo liberador de recursos e, portanto, revolucionária e transformadora. Diamantes respondem por um comércio mundial da ordem da 15 bilhões de dólares por ano. O anúncio recente, baseado em novas tecnologias que reproduzem em laboratório as condições similares com que a natureza forma diamantes, deve representar uma ruptura fundamental neste processo de transformação de escassez em abundância. A Estácio, empresa brasileira do campo educacional, está completando este ano 45 anos de existência e tem como símbolo adotado o diamante. Os anúncios recentes do mundo dos diamantes dão mais sentido ainda à missão específica da Estácio de transformar a escassez de educação de qualidade, ou seja, qualidade para poucos, em abundância, no caso, educação de qualidade para muitos.

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