Opinião
Natal
Faz exatamente 2015 anos do nascimento de uma criança que dividiu a História em dois períodos: a.C e d.C, ou melhor especificando: antes de Cristo e depois de Cristo. Essa festividade natalina é uma manifestação do povo cristão que acredita já haver nascido o Messias, profecia anunciada por homens escolhidos por Deus para tal missão, destacando-se a profecia de Isaías, anunciada mil anos antes da chegada de Jesus Cristo. Assim, expressava-se o profeta: ?Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz?. Cumprida a profecia, teve início a segunda parte bíblica, conhecida por Novo Testamento, Tempo da Graça ou Confirmação da Promessa. A humanidade desde os primórdios, na consciência dos povos, sempre cultuou a crença de uma força maior sobrenatural. Cada um de acordo com o entendimento visual e mental que pairava sobre o consciente e subconsciente daquela gente. Uns tinham o sol como deus; outros, os fenômenos da natureza; deuses da mitologia greco-romana e crenças orientais. De qualquer sorte, o homem sempre aceitou a existência de um ser acima da sua força e sabedoria. Os propagadores do materialismo e até os céticos dos momentos mais difíceis sempre tiveram a inteligência voltada para uma força incógnita que os deixou perdidos nas noites dos tempos e nos trilhões das imensas gotas d?águas dos oceanos. Sempre tudo foi mistério e continuará sendo até o final da existência do ser humano. Nesta época, o que poderemos ofertar ao aniversariante maior do globo terrestre? Certamente, os poderosos, os milionários, as potestades, os detentores dos tesouros do ouro e da prata vivem durante as vinte e quatro horas imergidos nas suas riquezas, muitas delas adquiridas indevidamente, mas pensam unicamente nos bens materiais, olvidando-se de que a criatura é um binômio composto de matéria e espírito. E um dia, hoje ou amanhã, poderá ser convocado para uma outra vida, deixando todo patrimônio e fama. Nada levará, senão a consciência tranquila de haver cumprido com as obrigações cristãs. Os ricos são pobres de espírito e desprovidos de amor para com os necessitados. O Menino Jesus, ao nascer na manjedoura, deu testemunho de simplicidade e ternura, aguardando que o distinto e respeitável leitor possa ofertar o maior presente ao aniversariante através de uma vida recheada de solidariedade para com os necessitados e injustiçados, inclusive testemunhando ser portador de uma vida correta aos olhos do nosso Deus e de todos aqueles que lhe circundam. Feliz Natal e um 2016 próspero, com paz e saúde extensivos aos seus familiares. Votos de Nilton Rocha e família.