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O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, reafirmou ontem, durante teleconferência com investidores nacionais e estrangeiros, que o governo brasileiro vai propor ?definir uma idade mínima para a aposentadoria? e ajustá-la de acordo com a evolução demográfica da população brasileira. De acordo com o ministro, o governo trabalha atualmente com duas propostas, ambas com o objetivo de adaptar os limites de idade para a aposentadoria à evolução demográfica da população brasileira. Uma delas tornaria o fator 85/95 móvel, o que simularia uma movimentação na idade mínima para a aposentadoria. Essa solução, de acordo com Barbosa, é defendida por parte dos trabalhadores brasileiros. ?A outra opção é determinar uma idade mínima e ajustá-la periodicamente, de acordo com as mudanças na demografia brasileira?, disse o ministro. Os cálculos econômicos já foram feitos para as duas alternativas, segundo Barbosa, e o governo está em processo de decidir qual o melhor caminho, considerando não apenas as contas, mas também a negociação política. O aumento da idade mínima para se aposentar é uma tendência que vem se estabelecendo no mundo. Nas reformas do sistema de aposentadorias, os países desenvolvidos está abandonando antigas fórmulas para acompanhar o avanço da expectativa de vida. O modelo brasileiro atual ainda permite aposentar-se com 60 anos, enquanto os europeus já trabalham com uma faixa entre 65 e 69 anos para pedir o benefício. A tendência é que a expectativa de vida do brasileiro se aproxime dos países europeus. Era 62,5 anos em 1980 e agora já chega a 74,9. A distorção nas contas da Previdência ocorre porque, quanto mais tempo o brasileiro vive, maior o período em que ele recebe o benefício em relação ao tempo de contribuição. Desde 1997, o gasto com aposentadorias é superior à arrecadação. Segundo especialistas, o envelhecimento da população, a entrada de cada vez menos pessoas no mercado de trabalho e aposentadorias precoces são desafios para o sistema previdenciário brasileiro. Projeções do IBGE indicam que, em 2050, o percentual da população em idade ativa será de 57% da população. Portanto, a questão previdenciária deve ser uma das prioridades do governo e tratada com urgência, pois se tornou uma bomba-relógio.

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