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Sa�de debilitada

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O caos da saúde pública do Rio de Janeiro infelizmente não é um caso isolado. Outros estados também apresentam uma situação precária no que diz respeito à prestação desse serviço à população. No Rio, a crise chegou ao extremo na semana passada, com o fechamento de emergências, falta de materiais e de pagamento a profissionais. O Brasil possui um sistema de saúde muito avançado em sua concepção, criado com a pretensão de atender a todos os brasileiros, sem distinção. Entretanto, apresenta falhas em seus principais programas. Um exemplo é o Saúde da Família, que tem o objetivo de atuar na prevenção de doenças. Em 20 anos, no entanto, nenhum estado alcançou cobertura completa. A consequência dessa e de outras falhas são hospitais lotados. Outro problema nacional é a mão de obra. Não só faltam médicos no interior, mas também estrutura para o atendimento e oportunidades para a capacitação dos profissionais. A formação dos médicos também é questionada. Uma das causas desses problemas é justamente a dimensão do SUS. É considerado, por exemplo, o maior sistema público de transplantes de órgão do mundo. Em 2013, respondeu por 98% do mercado de vacinas e por 97% dos procedimentos de quimioterapia, tendo atendido entre 2010 e 2012 mais de 32,8 milhões de procedimentos oncológicos. O primeiro desafio do SUS esbarra no suporte dos postos e centros de saúde, além das unidades do Programa Saúde da Família, já que, se estes serviços funcionassem plenamente, seriam capazes de atender e resolver 80% dos problemas de saúde da população, desafogando os hospitais e clínicas especializadas. Além disso, muitas vezes, as doenças dos pacientes encaminhados aos hospitais poderiam ser evitadas, com ações mais efetivas na área da prevenção ou se tratadas em estágio inicial. Especialistas vêm chamando a atenção para a questão do financiamento da saúde. É consenso que o volume de recursos destinados ao setor é insuficiente para atender adequadamente à demanda. Isso sem considerar a má distribuição desses recursos, o desperdício e a corrupção. É preciso que todas essas questões sejam rediscutidas para que o sistema possa, de fato, cumprir o papel que lhe foi destinado. Saúde é um direito garantido na Constituição e deve ser tratada como prioridade.

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