loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Valoriza��o

Ouvir
Compartilhar

Decreto da presidente Dilma Rousseff fixou em R$ 880 o salário mínimo a partir de janeiro. O aumento do salário mínimo será de 11,6%. Em nota, o governo dá continuidade à sua política de valorização do mínimo, com impacto direto sobre cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados, que atualmente recebem o piso nacional. De fato, a partir de 2003, o Brasil adotou uma forte política de valorização do piso nacional de salários. Após 12 anos, o valor atual de R$ 788, por exemplo, chegou a ser é o maior em termos reais desde 1983, com o melhor poder de compra desde o início do Plano Real. A melhoria na capacidade de consumo foi constatada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O mínimo de hoje compra o equivalente a 2,22 cestas básicas por mês, mais que o dobro do ano de 1995 (1,02). O crescimento se explica pelo aumento real (acima da inflação) de 76% do valor do mínimo desde 2003 ? quando o valor era de R$ 200. A influência do mínimo é grande na economia brasileira. Segundo o Dieese, um total de 46,7 milhões de brasileiros e brasileiras tem atualmente rendimentos que são corrigidos com base no mínimo. O efeito é maior na região Nordeste, onde 54,4% dos trabalhadores ganham um salário mínimo. Para especialistas, entretanto, o impacto dessa política recai sobre as contas públicas. Cerca de 20 milhões de beneficiários da Previdência Social recebem o mínimo, contra 12 milhões de trabalhadores na ativa. Os municípios também sofrem com o aumento de gastos com pessoal, e muitos acabam atrasando salários. Com a desaceleração da economia, que vem provocando sucessivas quedas na arrecadação, as dificuldades financeiras das prefeituras vão crescer com a aplicação do novo salário. É preciso lembrar, porém, que, apesar dos ganhos, o mínimo ainda está longe de cumprir seu papel constitucional. De acordo com o Dieese, o montante necessário para que o cidadão arque com despesas básicas como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social seria de R$ 3.399,22, em valores de novembro deste ano. Portanto, a valorização do mínimo é algo necessário para garantir ao trabalhador um salário capaz de suprir suas necessidades mais básicas.

Relacionadas